Soluções em nuvem

Red Hat personaliza nuvem híbrida e multiplica possibilidades de soluções

Alejandro Raffaele, líder da área de Sinergia, Integração de Sistemas e SAP na empresa, é o entrevistado da Live da Dinheiro e explica vantagens estratégicas de sistemas em nuvem

Soluções em nuvem estão para o mundo da tecnologia como o e-commerce está para o varejo. Não importa o tamanho da operação, não importa o segmento, não importa há quanto tempo a empesa está no jogo. Ou você está nela ou você está nela. “Não há opção fora da nuvem”, afirma Alejandro Raffaele, líder da área de Sinergia, Integração de Sistemas e SAP na Red Hat para a América Latina. “A boa notícia é que ela está cada vez mais próxima para todos.”

Raffaele foi entrevistado da Live da Dinheiro e falou também da parceria da Red Hat com a SAP, a gigante alemã de sistemas integrados de gestão. A relação das corporações, que já vem de duas décadas, foi aprofundada agora com o lançamento do RHEL 8 for SAP Solutions. O projeto é estratégico porque todo o parque de softwares ERP, a área de atuação da SAP, inicialmente era erguido em servidores de cada cliente. E migrá-lo para nuvem exige agilidade, rapidez, precisão e segurança. Aí as soluções Red Hat acabam se destacando. “A cultura open source, que é nosso DNA, é a mais adequada quando se fala de soluções de nuvem híbrida”, diz Raffaele.

Empresas de todos os tamanhos e áreas de atuação passaram a olhar para a nuvem. Com isso, apareceram dois obstáculos. O primeiro foi migrar todas as informações de forma que não comprometesse o dia a dia ou a segurança. O exemplo inevitável é literalmente trocar as rodas de um veículo em movimento. O passo seguinte é o uso de nuvem híbrida – quando os serviços vêm de diferentes
players, como AWS, Google Cloud, IBM ou Microsoft. Isso gera maior segurança e redução de custo. Mas também maior complexidade na operação. “É aí que um time como Red Hat faz a diferença.”

Faz sentido. A empresa nasceu com os primórdios da web, em 1993, e se especializou em soluções do código aberto Linux para o mundo corporativo. Para muitos, Linux e Red Hat se tornaram sinônimos nesse universo. Com atuação global, em julho de 2019 a IBM concluiu a compra da empresa por US$ 34 bilhões. Apesar da junção, as duas seguem atuando separadamente. “Mantivemos a cultura Red Hat”, afirma Raffaele. “E ao mesmo tempo multiplicamos a capacidade de apresentar soluções para nossos parceiros.”