BRASÍLIA (Reuters) – O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta sexta-feira que os recursos liberados pela revisão no teto de gastos não irão para a política, ponderando que a ideia de mudar a regra não partiu do Ministério da Economia.

Em apresentação no Encontro Anual da Indústria Química, Guedes disse que a alteração na norma fiscal é tecnicamente sustentada.

“A revisão do teto não veio da economia, mas é tecnicamente sustentada, e o dinheiro não está indo para a política”, disse.

De acordo com o ministro, o espaço fiscal aberto pela PEC dos Precatórios será direcionado para ações como o programa Auxílio Brasil, compra de vacinas e a desoneração da folha de empresas.

Segundo ele, a versão aprovada da PEC, que ainda depende de validação final da Câmara, não é exatamente como o governo propôs, mas é satisfatória e traz previsibilidade para as despesas públicas.

“Gostaríamos que fosse para sempre (o teto para precatórios), mas aprovaram só até 2026”, afirmou.

(Por Bernardo Caram)

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