Dinheiro em Ação

Receita por passageiro na Gol cresce 20%

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Papéis avulsos

Em prévia operacional, a Gol registrou que o crescimento da receita unitária por passageiro deve atingir 20% no terceiro trimestre de 2019. A empresa espera que a margem Ebitda fique entre 29% e 31%, ante 18,9% em igual período de 2018, ao passo que a margem de lucro antes de impostos e taxas (Ebit) deve ficar entre 17% e 18%. Com a taxa de câmbio em R$ 3,97 , o preço médio do combustível deve oscilar entre R$ 2,90 e R$ 2,98. A demanda pelos voos mostra alta de 12,8%, enquanto a oferta de assentos sobe 7,6%. Com relação ao nível de endividamento, a dívida líquida/Ebitda fechou setembro em 2,9 vezes. A Gol ressalta que amortizou R$ 182 milhões em dívidas no trimestre. Em relatório, a gestora Guide avalia que os números são positivos. “Seguimos confiantes com o setor de aviação civil e gostamos do case da Gol. Contudo nossa top para o setor continua sendo a Azul”. A XP Investimentos notou que o custo unitário sem combustível (+15%) ficou ligeiramente mais pressionado devido ao real fraco em relação ao dólar.

 

Aluguéis

NBR Properties reciclará ativos

Em seu evento do dia do investidor (Investor Day), a BR Properties informou aos participantes que pretende reciclar R$ 1,2 bilhão em ativos não essenciais. “Eles estão otimistas em reduzir áreas vagas, devido ao portfólio de alto nível e a crescente demanda de ABL (área bruta locável) em São Paulo e Rio de Janeiro”, relatam os analistas Gustavo Cambauva e Elvis Credendio, em relatório do BTG Pactual. Os profissionais também destacaram que a companhia permanece focada no gerenciamento de passivos, ou seja, em trocar dívidas mais caras por mais baratas.

 

Touro x Urso

O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, sinalizou na última terça-feira que a autoridade monetária está disposta a novos cortes nas taxas de juros para evitar riscos econômicos globais, reiterando que o Fed agirá “conforme apropriado” para garantir a expansão da atividade econômica. Na ponta contrária, o governo da China diminuiu as expectativas em torno de uma bem-sucedida negociação comercial com os EUA.

 

Educação

Ser avança em matrículas

A Ser Educacional divulgou aumento de 121% no número de matrículas da graduação à distância, que atingiram 12,9 mil, enquanto as entradas na graduação presencial evoluíram 29% (para 20,8 mil) no segundo semestre. Para o analista do BTG Pactual, Samuel Alves, o resultado se deve a uma base menor em 2018, impactada pela Copa do Mundo, greve dos caminhoneiros e do período das eleições presidenciais.

 

Consumo

Volume de cerveja cresce pouco

Os analistas do BTG Pactual, Thiago Duarte e Henrique Brustolin, consideram que o investidor não deve esperar uma tendência muito positiva para as vendas de cerveja da Ambev. “Não acreditamos que os volumes manterão a mesma tendência positiva, após um leve crescimento de 1,6% no primeiro semestre de 2019 [na comparação com o mesmo período do ano passado], enquanto os preços baixos do produto continuam sugerindo que a recuperação da margem permanece distante”, relataram. Segundo os especialistas, o preço da cerveja brasileira ainda está longe do ideal.

Palavra do analista:
“Com a participação de mercado geralmente precedendo a alta de preços, a recuperação do volume da Ambev durante o primeiro semestre de 2019 permitirá que a empresa recupere pelo menos em parte sua capacidade de preço antes notável, sem sacrificar muito de sua parte. Mas continuamos céticos em relação às perspectivas de recuperação de margem”

 

Criptoativos

Tether supera Bitcoin por um dia

Na última terça-feira a Tether negociou um total de US$ 21,14 bilhões, desbancando o Bitcoin como a moeda digital mais usada no mundo por 24 horas, contra US$ 16,72 bilhões do Bitcoin, segundo a CoinMarketCap. Apesar de ser apenas o quinto criptoativo com maior valor de mercado, cotado a US$ 4,12 bilhões — para efeitos de comparação, o valor do Bitcoin é de US$ 146 bilhões, — a Tether tem chamado a atenção de investidores que buscam por soluções eficientes para transações comerciais do dia a dia.

 

 

Mercado em números

InfoPrice
R$ 11 milhões – É o valor que a Trivèlla M3 Investimentos aportou na InfoPrice, empresa de tecnologia e inteligência de negócios focada em pricing do varejo físico para varejistas e indústrias. A gestora está captando para seu quarto fundo de venture capital, o Trivèlla M3 VC4. O objetivo da gestora é levantar R$ 150 milhões nesse produto e fazer aportes denominados série B, investindo em empresas que apresentem, no mínimo, R$ 20 milhões de faturamento anual. “Nosso planejamento é fazer cheques entre R$ 10 milhões e R$ 30 milhões”, antecipa Marcel Malczewski, CEO da gestora.

BizCapital
R$ 5 mil – É o valor mínimo que a fintech de crédito disponibiliza para pequenos e médios empresários para o pagamento do décimo terceiro salário aos funcionários. O valor máximo é de R$ 150 mil. De janeiro a setembro de 2019, o aumento no volume dos pedidos de empréstimo na BizCapital foi 125% em todo o Brasil, comparado ao mesmo período do ano passado. Segundo o presidente da BizCapital, Francisco Ferreira, os motivos para o crédito são diversos, como obter capital de giro, expandir o negócio, comprar maquinários e equipamentos e repor estoque.

Setor bancário
R$ 817 bilhões – É o montante movimentado por 45 milhões de brasileiros desbancarizados, segundo pesquisa do Instituto Locomotiva com 2.150 pessoas em todo o País, com metodologia do IBGE.

 

Número da semana

-0,04%

Foi a deflação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em setembro, o menor resultado para o mês desde 1998, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados na última quarta-feira. No acumulado do ano, o IPCA registrou 2,49% e, nos últimos 12 meses, ficou em 2,89%. Segundo o IBGE, a queda do índice foi puxada, principalmente, pela redução de 0,43% nos preços de alimentos e bebidas, que recuaram pelo segundo mês consecutivo. “O grupo alimentação e bebidas já tinha apresentado queda em agosto, de -0,35%, que se intensificou para -0,43%, pressionada pela desaceleração da alimentação fora de casa, associada à queda na alimentação no domicílio, que caiu pelo quinto mês consecutivo”, explicou o gerente do IPCA, Pedro Kislanov. Em relatório macro divulgado pelo Itaú, Julia Araújo — da equipe do economista-chefe Mario Mesquita — projetou alta de 0,05% no IPCA para outubro. “O que deve levar a inflação acumulada em 12 meses para perto de 2,5%”, diz.

 

 

Entenda o risco

É o momento de investir em Tesouro Selic?

Mercado aumenta fatia em títulos pós-fixados

Existe algo de estranho no mercado de títulos públicos. Os juros básicos estão baixos (5,50% ao ano), mas os investidores estão aumentando a posição justamente nestes papéis pós-fixados (Tesouro Selic), e, por consequência, diminuindo a exposição em prefixados e indexados à inflação. Dados do Tesouro Nacional mostram que a fatia em Tesouro Selic (antiga LFT) na dívida do governo subiu 2,84 pontos neste ano, de 35,51% em dezembro de 2018 para 38,35% em agosto de 2019. Pela posição de custódia, ou seja, somando com as operações compromissadas do Banco Central, essa participação na dívida total é ainda maior. “Hoje esses títulos são mais de 50% do estoque emitido e com tendência de alta”, aponta o economista-chefe da Necton, André Perfeito.

Ele prevê, a exemplo da média do mercado, que a Selic irá cair para 4,75% até o final deste ano. “As mesmas vozes que hoje pedem a queda da Selic, vão pedir para aumentar os juros depois”, diz. “A economia brasileira está num limbo, ou ela vai, ou ela não vai, e precisamos de crescimento econômico para valer”, afirma.

Perfeito entende que há pouco risco para o investidor de varejo em títulos públicos. Mas, ele alertou que o prazo médio de duração dos papéis tem caído até chegar agora em 30,4 meses, o menor patamar desde 2011, quando a Selic anualizada estava em 11,62% ao ano. “A rigor, não há problema nenhum para o aplicador. O risco é do Tesouro. O máximo que pode acontecer é se pagar isso com emissão monetária (dinheiro) e provocar inflação”, alerta.