Edição nº 1052 12.01 Ver ediçõs anteriores

A receita do China In Box

A receita do China In Box

Em tempos de concorrência acirrada e polpudos investimentos em fast food, como a recente compra da operação brasileira da Pizza Hut e KFC pelo bilionário Carlos Wizard Martins (leia reportagem aqui), cada empresa tem elaborado sua própria receita para crescer. No caso do Grupo TrendFoods, dono das bandeiras China In Box e Gendai, o cardápio da expansão inclui três itens principais: a diversificação dos formatos das lojas, que funcionarão também em containeres a partir deste ano, a otimização dos processos internos e a utilização de novas tecnologias como ferramenta de vendas.

“A partir deste ano, nossos equipamentos terão capacidade de produzir até dez pratos simultaneamente, nossos aplicativos processarão centenas de pedidos e nossas lojas serão mais bem adaptadas às necessidades dos clientes e dos franqueados”, diz à coluna o CEO Robinson Shiba. “Tudo isso para estar pronto para a esperada reação da economia brasileira.” As projeções da empresa endossam esse otimismo na retomada. Com 223 lojas e faturamento de R$ 430 milhões no ano passado, o Grupo TrendFoods aposta em crescimento de 10% em faturamento e número de unidades em 2018. De todas as apostas, a mais promissora é a do inédito formato de loja-container, segundo Shiba. Isso porque ira reduzir o custo do investimento do franqueado.

Atualmente, o valor médio para colocar uma unidade China In Box em funcionamento é de R$ 400 mil a R$ 500 mil. Com os containeres, o valor será algo em torno de R$ 350 mil. “O payback será mais rápido, evidentemente”, afirma. Outro fator positivo para o setor de franquias é a depuração do setor. O executivo afirma que os investidores estão mais maduros e bem preparados, especialmente depois que as “franquias da moda”, como os frozen yogurt, as paletas mexicanas e os cupcakes da vida, desapareceram do mapa. ”Os fracassos de alguns setores nos deixaram uma importante lição: não existe investimento da moda, existe estratégia e planejamento de longo prazo”, garante Shiba.

(Nota publicada na Edição 1052 da Revista Dinheiro, com colaboração de: Rachel Rubin e Machado da Costa)


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