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Reajuste do diesel: O que ficará mais caro com o aumento do combustível?

Crédito: Arquivo / Agência Brasil

O aumento do preço do diesel reflete no valor pago pelos consumidores nas compras de alimentos e produtos básicos (Crédito: Arquivo / Agência Brasil )



O aumento de 8,9% do preço do diesel para as refinarias, anunciado nesta segunda-feira (9) pela Petrobras, reflete no valor pago pelos consumidores nas compras de alimentos e produtos básicos. O diesel é um insumo fundamental do setor de transportes, atividade essencial da cadeia produtiva de diversos setores da economia. Uma gama de produtos pode se tornar mais cara em consequência do aumento do preço do combustível.

“Alguns dos que devem encarecer mais são os vendidos no varejo, o que inclui produtos básicos de consumo, como verduras, grãos, leite, pão e outros tantos destinados à alimentação. Por serem de difícil substituição por parte dos consumidores, se torna mais viável aos produtores repassarem o aumento de custos, fazendo com que os compradores finais sejam aqueles que mais arquem com o aumento do preço do diesel”, afirma o economista Diego Rodrigues.

A partir desta terça-feira (10), o preço médio de venda do diesel da Petrobras para as distribuidoras passará de R$ 4,51 para R$ 4,91, o litro. De acordo com a estatal, o preço do diesel não era reajustado há 60 dias.

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“Considerando a mistura obrigatória de 90% de diesel A e 10% de biodiesel para a composição do diesel comercializado nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor passará de R$ 4,06, em média, para R$ 4,42 a cada litro vendido na bomba, uma variação de R$ 0,36 por litro”, informa a empresa, em nota.

“Todos os produtos que dependem do transporte de cargas, dadas as suas peculiaridades, podem sofrer aumento de preço a partir do encarecimento do diesel. O efeito não será sentido somente no Brasil”, afirma Roberto Tonietto, presidente da RodOil, distribuidora de combustíveis do sul do país.

Pesquisa

No final de abril, o preço médio do litro do diesel comum comercializado nos postos registrou alta de 4,05% em relação ao final de março e fechou o período a R$ 6,870. O tipo S-10 teve acréscimo de 3,75% e o valor de R$ 6,740 passou para R$ R$ 6,993. Os dados são do Índice de Preços Ticket Log (IPTL).


Na análise regional, não houve recuo no preço do diesel comum, mas sim altas que variam de 3,01%, no Norte, e chegam a 5,23%, na Região Sul, onde o combustível passou de R$ 6,152 para R$ 6,474. O tipo S-10 comercializado no Nordeste registrou a maior alta entre as regiões (4,20%), e passou de R$ 6,762 para R$ 7,046.

O Norte lidera o ranking do maior preço médio para os dois tipos de diesel, sendo R$ 7,088 o comum, alta de 3,01% se comparado a março, e R$ 7,269 o S-10, com acréscimo de 3,56%. Já as menores médias foram registradas nas bombas da Região Sul, a R$ 6,474 o comum e R$ 6,536 o S-10.

Por estado, a Paraíba registrou o maior aumento para o diesel comum (6,56%) e o valor de R$ 6,407 passou para R$ 6,827. O maior preço médio foi comercializado nos postos de abastecimento do Acre, a R$ 7,559, alta de 5,48%. O Tocantins foi o único estado a apresentar recuo no preço do diesel comum (0,25%), que passou de R$ 6,717 para R$ 6,700.

O grande destaque de acréscimo no preço foi no Amapá, com 10% de alta, onde o tipo S-10 passou de R$ 7,088 para R$ 7,797, sendo também o Estado com o maior preço médio do País.

Mesmo com altas de mais de 5%, o Rio Grande do Sul comercializou tanto o tipo comum quanto o S-10 pelas menores médias do País, a R$ 6,423 o primeiro e R$ 6,498 o segundo.

O IPTL é um índice de preços de combustíveis levantado com base nos abastecimentos realizados nos 21 mil postos credenciados da Ticket Log, marca de gestão de frotas e soluções de mobilidade da Edenred Brasil.