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Questão de cuidado

Easy Care Saúde aposta na onda dos aplicativos (app) que gerenciam serviços de atendimento médico

Questão de cuidado

Appel Júnior (à dir.) conheceu a sócia Tatiana Guiatti, quando cuidou do pai dela

Em 2015, Carlos Appel Júnior dividia uma salinha de 40 m² com sua sócia Tatiana Giatti e uma secretária, num acanhado prédio comercial no bairro do Jabaquara, na Zona Sul de São Paulo. Dois anos depois, muita coisa mudou na carreira do empreendedor e também na da Easy Care Saúde, empresa que nasceu a partir de um aplicativo para gestão de atendimento médico e serviços de acompanhamento em saúde. A começar pela infraestrutura.

Hoje, a Easy Care Saúde está instalada num confortável sobrado do bairro de Moema, área nobre da zona Sudoeste. Lá, dão expediente os sócios e nada menos do que 40 profissionais, entre médicos, enfermeiros e fisioterapeutas encarregados de fazer monitorar os atendimentos e gerenciar o aplicativo. Ah, o faturamento, que no início mal dava para bancar os custos mensais, está projetado em R$ 20 milhões para este ano.

Aplicativo Easy Care Saúde

Para entender este crescimento vertiginoso é preciso voltar ao momento no qual Appel Júnior conheceu Tatiana. Há três anos, o enfermeiro foi contratado para fazer o atendimento de home care do pai dela, que lutava contra um câncer em estágio avançado. Nos 12 meses nos quais durou o contrato, eles acabaram se tornando amigos e enxergaram a possibilidade de “empacotar”, num app, o serviço prestado por Appel Júnior.

Para elaborar o plano de negócios e um Produto Minimamente Viável (MVP, da sigla em inglês), eles percorreram diversas feiras do setor que acontecem em São Paulo. “Tudo que nós sabíamos na época é que existia uma grande oportunidade para quem oferecesse um serviço de qualidade, com um elevado grau de profissionalismo e feito de forma humanizada”, diz o empreendedor. Um investidor, cujo nome a dupla não revela, acreditou na proposta e bancou o desenvolvimento do aplicativo.

Desde a abertura oficial da Easy Care Saúde, em agosto de 2015, a carteira de clientes e parceiros (médicos, enfermeiros, auxiliares, fisioterapeutas, fonoaudiólogos e psicólogos) vêm evoluindo de forma exponencial. Hoje, são prestados 450 atendimentos por dia. Os clientes têm à disposição uma lista de 20 mil profissionais espalhados por todas as regiões do país. “A presença nacional é um diferencial importante de nosso trabalho”, destaca Appel Júnior.

O sistema de remuneração da empresa é baseado na diferença entre o montante pago pelo cliente e o repasse feito ao profissional. Além de não pagar taxas (apenas a consulta), o paciente e seus familiares ainda contam com uma gama de serviços como o gerenciamento da qualidade da consulta. “Cuidamos para que todo o processo ocorra de uma forma tranquila e dentro dos mais rígidos protocolos médicos”, diz.

Apple Júnior e Tatiana não estão sozinhos nesta seara. Aliás, o nicho de aplicativos voltados para os cuidados com a saúde em geral é o que mais cresce no mundo. Tanto em países consolidados como os Estados Unidos, quanto em países emergentes como o Brasil. Graças ao aumento do número de idosos.


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