Negócios

Quem precisa de cimento e tijolos?

Crédito:  Mayara Goulart

Os materiais de construção nunca estiveram tão caros, é verdade. Mas nem todas as empresas da indústria da construção civil estão preocupadas com isso. A catarinense Brasil ao Cubo, sediada em Tubarão, especializada em construção modular, está multiplicando exponencialmente seu faturamento desde o começo do ano passado.

A receita de R$ 6 milhões, em 2018, saltou para R$ 71 milhões um ano depois e, pelos cálculos do CEO Ricardo Mateus, passou de R$ 200 milhões no ano passado. “Estamos negociando com muitas novas empresas, como portos e construtoras”, afirmou.

A companhia ganhou impulso adicional há pouco mais de cinco meses, depois que a Gerdau comprou 33% do seu capital por R$ 60 milhões. Atualmente, a tecnologia da Brasil ao Cubo permite construção de edifícios de até 15 andares. Desde o início da pandemia, a empresa entregou cinco complexos hospitalares em diferentes pontos do País no tempo recorde de 115 dias, totalizando 333 novos leitos.

O Hospital do M’Boi Mirim, na Zona Sul da capital paulista, recebeu um anexo com 100 novos leitos em 33 dias; em São José dos Campos (SP), o Hospital da Retaguarda foi entregue em 36 dias. Também foram entregues unidades em Porto Alegre (RS), Ceilândia (DF) e Porto Velho (RO). Marcas como Ambev, BTG, Peninsula e Suzano estão entre as principais clientes. “Esse é um caminho sem volta. A redução de tempo de obra e de custos, além da questão da sustentabilidade, fazem com que a construção civil se modernize cada vez mais.”

(Nota publicada na edição 1217 da Revista Dinheiro)