Quem poderá deter o Bolsonavírus?

Quem poderá deter o Bolsonavírus?

Jair Bolsonaro continua assombrando o mundo e constrangendo qualquer brasileiro que entenda a diferença entre certo e errado. No sábado 9, quando o País alcançava a marca dos 10 mil mortos por coronavírus — mais do que o dobro da China —, o presidente da República foi passear de jet ski no Lago Paranoá, em Brasília. Parecia que estava de férias. Sorriso largo, cabelos ao vento, pose para fotos de admiradores. Enquanto isso, no Brasil real, gente agonizando nos hospitais lotados, famílias chorando seus mortos, cidadãos confinados dentro de casa. Em todo o mundo, não se tem notícia de um líder nacional que tenha o deboche de aparecer em público curtindo a vida, em dias de pânico pela pandemia. Na segunda-feira 11, outra investida do Bolsonavírus contra a saúde mental do País. O mandatário da nação postou fake news no Instagram (foto maior), ao compartilhar uma montagem que utilizava números falsos sobre mortos de Covid-19 no Ceará, estado governado por um dos seus adversários, o petista Camilo Santana. Graças ao mecanismo que deleta fake news de suas páginas, o Instagram apagou a postagem do presidente do Brasil. E tudo isso na semana em que o vídeo da reunião ministerial que causou a saída de Sérgio Moro do Ministério da Justiça foi analisado pela Polícia Federal (PF) e que, segundo fontes que assistiram ao conteúdo, confirma uma gravíssima denúncia: Bolsonaro queria trocar o comando da PF do Rio de Janeiro para proteger seus filhos. Fica cada vez mais difícil apontar qual o maior problema do Brasil hoje: o coronavírus ou o Bolsonavírus.

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Nível de emprego cai para o menor patamar desde 2008

O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) sofreu a brusca queda de 42,9 pontos na passagem de março para abril. Agora, o índice está em 39,7 pontos. É o menor nível da série histórica, iniciada em 2008. Os dados são da Fundação Getulio Vargas (FGV). O IAEmp é formado por uma combinação de séries extraídas das Sondagens da Indústria, de Serviços e do Consumidor. Em nota oficial, a FGV destacou que “os impactos da pandemia de coronavírus se mostram cada vez mais fortes no IAEmp.

O resultado do mês registra um aumento do pessimismo em relação ao mercado de trabalho”. Em movimento semelhante, o Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) subiu 5,9 pontos em abril, na comparação com março, alcançando os 98,4 pontos. Nesse caso, quanto maior o número, pior é o resultado. Especialistas indicam que não há expectativas de reversão dessa tendência negativa. Ao menos, não no curto prazo.

Lucro da XP cresce quase 150%

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Na terça-feira 12,o grupo financeiro XP apresentou a sua primeira divulgação de resultados. No primeiro trimestre deste ano, a companhia registrou lucro líquido ajustado de R$ 415 milhões, indicando alta de 147% sobre o montante obtido no mesmo período do ano passado (cerca de R$ 170 milhões). Os números animaram o mercado. Na própria terça-feira, as ações da XP, que haviam sofrido queda de quase 2%, inverteram o movimendo no after market e encerraram o dia com alta de mais de 10%. A margem líquida ajustada subiu para 23,9%, ante 18% nos três primeiros meses de 2019. O resultado foi melhor do que a própria companhia esperava. No mês passado,a XP divulgou que estimava alcançar margem líquida de 22% no primeiro trimestre deste ano. Já a receita líquida subiu 86%, chegando a R$ 1,74 bilhão. Um dos motivos do excelente resultado foi o crescimento de 81% na base de clientes ativos. Hoje, a companhia já tem mais de 2 milhões de clientes. Para animar ainda mais os investidores, a XP afirmou que possui cerca de R$ 7 bilhões em caixa, para atravessar a atual crise global sem grandes solavancos.

Confiança do empresário em nível negativamente histórico

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O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) no País acaba de registrar mais um péssimo resultado. Na passagem de abril para maio deste ano, o índice teve uma irrisória alta de 0,6%, passando de 4,5 para 34,7 pontos. Com isso, o ICEI, que é medido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), se mantém no menor patamar da série histórica. Segundo a escala, que varia de 0 a 100 pontos, valores acima de 50 pontos indicam confiança do empresariado e abaixo de 50 configuram desconfiança. Quanto mais acima de 50 pontos, maior e mais disseminada é a confiança. E quanto mais abaixo, maior e mais disseminada é a falta de confiança. A permanência do índice no seu piso histórico contribui para a paralisação de investimentos e dificulta a recuperação da economia nacional. Realizada entre os dias 4 e 8 deste mês, a pesquisa ouviu 1.370 empresários, sendo 554 pequenas empresas, 514 médias e 302 grandes. O índice atual reflete a falta de confiança do empresariado diante da forte contração da atividade industrial e das incertezas causadas pela

pandemia do coronavírus.

Avianca pede recuperação judicial

Marcelo D. Sants

“A Avianca passa pela crise mais desafiadora em seus 100 anos de história”. Com essa frase, o presidente-executivo Anko van der Werff comunicou que a Avianca Holdings, segunda maior companhia aérea da América Latina, entrou com pedido de recuperação judicial. Com pagamentos de títulos a vencer e sem conseguir o socorro esperado do governo da Colômbia, onde fica sua sede mundial, a empresa anunciou que não resistiu à pandemia. Caso não consiga se reestruturas e sair da recuperação judicial, a Avianca pode se tornar a primeira grande companhia aérea do planeta a ruir em consequência da crise que o setor enfrenta em virtude do coronavírus. Não é a primeira vez que a Avianca passa por esse tipo de situação. No início dos anos 2000, a empresa também entrou com pedido de recuperação judicial. Naquela ocasião, foi salva pelo empresário German Efromovich, um bilionário do petróleo.

Transações on-line no setor farmacêutico crescem 36% em abril

Pillar Pedreira

Na pandemia, ao menos um setor da economia não para de crescer. As farmácias nunca venderam tanto nos canais on-line. Em abril, as vendas das companhias do segmento no ambiente digital registraram alta de 36,3% em relação aos primeiros meses deste ano. Os dados são da Wevo, empresa de tecnologia especialista em integrar sistemas. Presente em mais de dez países, a companhia analisou os números de vendas de seus clientes do setor farmacêutico. A pesquisa concluiu que a quarentena “remodelou o varejo como um todo.” Especialmente, na saúde.


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