Economia

“Quem opera no segmento de navegação tem que ser muito resiliente e otimista”, diz CEO do Centronave

Crédito: Reprodução/YouTube/IstoÉ Dinheiro

Loureiro avalia os impactos gerados pela pandemia nas operações dos portos brasileiros tornou o momento muito difícil e desafiador (Crédito: Reprodução/YouTube/IstoÉ Dinheiro)

O diretor executivo do Centro Nacional de Navegação Transatlântica (Centronave), Claudio Loureiro de Souza, participou da live da IstoÉ Dinheiro nesta segunda-feira (19). A organização associativa que comanda conta com 113 anos de existência e congrega as 19 maiores empresas de navegação de longo curso em operação no Brasil. Juntas, elas representam o transporte de cerca de 97% do comércio exterior brasileiro em volume de contêineres. Durante a entrevista, na live, Loureiro avalia os impactos gerados pela pandemia do coronavírus nas operações dos portos brasileiros. “Momento muito difícil e desafiador. Apesar de todas dificuldades, não paramos ou interrompemos os fluxos de abastecimentos. A pandemia foi um acelerador no processo de digitalização.”

Na conversa, Loureiro falou sobre os gargalos estruturais portuários no País, que têm provocado significativo aumento de custos do transporte marítimo. Ele fez uma análise do setor e do comércio internacional, com queda de 12% nas importações e aumento de 4% nas exportações em containers.

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Para o diretor executivo do Centronave, existe um mundo de oportunidades de negócios no segmento, mas o Brasil precisa implementar mudanças no modal de transporte, acabar com a burocratização e rever a regulação do mercado.

“O mercado devia ser o alto-regulador da atividade. O ambiente de negócios no Brasil é muito agressivo com o capital. Falta uma verdadeira consciência e valorização do papel essencial que os armadores exercem para a viabilidade do comércio exterior e para o funcionamento da economia brasileira”, avalia.

O executivo disse na live que a burocratização, a insegurança jurídica e regulatória e a falta de compreensão mais ampla da atividade marítima geram perdas de receitas para os amadores, prejuízo para o comércio exterior e compromete a eficiência da economia brasileira.

“Quem opera no segmento de navegação tem que ser muito resiliente e otimista. Senão, desiste no primeiro nevoeiro”, avalia.

Com mais de 40 anos de experiência em navegação, logística e portos, Loureiro é administrador e mestre em administração formado pela Fundação Getúlio Vargas.

Iniciou sua carreira na Companhia de Navegação Lloyd Brasileiro, onde passou por diversas funções até tornar-se vice-presidente.

O especialista também atuou na United States Lines South America Inc., Grupo Vale do Rio Doce, Sepetiba Tecon S/A, Log-In Logística Intermodal S/A, e após 20 anos de atuação no Grupo Vale, tornou-se diretor executivo do Centronave.

Ele é otimista. Para Loureiro, o ano de 2021 será bem melhor que 2020. “Estamos projetando um crescimento de cerca de 6% para o setor.”

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