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Quem mexeu na minha transformação digital?

Crédito: Divulgação

Quem mexeu na minha transformação digital? (Crédito: Divulgação)


Você se lembra do livro “Quem Mexeu no Meu Queijo?”, de Spencer Johnson? A parábola simples sobre o impacto das mudanças nas pessoas guarda uma relação direta com a transformação digital. Assim como os personagens percorrem um labirinto buscando encontrar aquilo que os move, muitas companhias seguem perseguindo um ideal de digitalização, sem perceber que já estão sendo impactadas diretamente por essa transformação sem precedentes. Pesquisa realizada pela Red Hat no início de 2021 com diversas empresas em todo o mundo mostrou que a maioria delas (65%) se considera avançada em suas iniciativas de transformação digital, afirmando ter alcançado ou superado a fase de “transformação”. Será mesmo?

Gilson Magalhães é presidente da Red Hat Brasil (Crédito: Claudio Gatti)
Gilson Magalhães é presidente
da Red Hat Brasil
(Crédito: Claudio Gatti)

De maneira bastante direta, podemos dizer que a transformação digital é o processo de integrar tecnologia a todos os aspectos de determinada empresa. Ou seja, não basta apenas digitalizar processos manuais ou implementar ferramentas tecnológicas de ponta. A transformação digital em sua plenitude inclui mudanças nas operações, na entrega de valor e, principalmente, na cultura das organizações. Seu principal objetivo é criar novas possibilidades nas mais diversas áreas da companhia por meio de soluções e serviços inovadores, práticas de trabalho aprimoradas e modelos organizacionais ágeis.

A saída do labirinto
Dados do Fórum Econômico Mundial apontam que as tecnologias digitais trazem benefícios que incluem melhor interação com o cliente, aumento de até duas vezes nos níveis de serviço, melhoria de 2 a 4% no EBITDA e reduções de estoque de 10 dias ou mais. O grande desafio das organizações, no entanto, tem sido romper silos e trabalhar todos os pilares da transformação digital e aproveitar todo seu potencial. Embora grande parte dos líderes reconheçam a importância de uma atuação consistente e constante nesse sentido, um informativo da IDC revelou que 64% deles admitem que seus esforços são apenas para estar inseridos no movimento, e não verdadeiramente para vivenciá-lo em todos os níveis do negócio.

Reconhecer as falhas no processo de mudança é o primeiro passo para parar de bater na mesma parede do labirinto e buscar a saída correta. Quando falamos em transformação digital, cinco elementos são essenciais para encontrar o melhor caminho. Liderança, gestão de soluções, desenvolvimento, arquitetura e operações foram a base para uma reinvenção na essência mais pura da palavra. Ao tratar esses elementos de maneira holística, é possível desenvolver uma organização mais adaptável, transparente e colaborativa, aumentar a eficiência, minimizar custos e desperdícios, e vivenciar a experiência única de uma verdadeira metamorfose.

O próximo passo
Recentes projeções da IDC mostram que, em 2023, 75% das organizações terão roteiros abrangentes de implementação de transformação digital, ante os 27% de hoje, resultando em uma verdadeira transformação em todas as frentes dos negócios e da sociedade. Para impulsionar esse crescimento é fundamental adotar uma abordagem aberta desde a arquitetura à cultura, possibilitando mudanças não apenas na tecnologia, mas também na maneira como a organização inteira trabalha.

Práticas modernas e abertas estabelecem objetivos comuns e capacitam equipes a avançar juntas. Quando você enxerga a transformação digital como um processo contínuo e reforça a importância da cultura junto com a tecnologia, sua organização tem mais chances de sucesso. É hora de parar de procurar e começar a agir, pois o que vai mudar os rumos do seu negócio está muito mais perto e ao seu alcance do que você imagina.

*Gilson Magalhães é presidente da Red Hat Brasil