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Queiroga critica uso da Pfizer na falta da 2ª dose da AstraZeneca

Crédito: Agência Brasil

Segundo o ministro, os gestores de saúde deveriam utilizar vacinas da Pfizer como segunda dose para quem tomou AstraZeneca apenas em casos excepcionais (Crédito: Agência Brasil)

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, criticou nesta segunda-feira, 13, o que chamou de “torre de Babel” nos critérios de aplicação de vacinas em todo o País. Segundo o ministro, os gestores de saúde deveriam utilizar vacinas da Pfizer como segunda dose para quem tomou AstraZeneca apenas em casos excepcionais.

“Se, por ventura, a AstraZeneca, por conta de questões operacionais, faltar, eventualmente pode se usar a intercambialidade. Agora, o critério não pode ser faltou um dia e já troca. Se não, a gente não consegue avançar. A nossa campanha vai muito bem”, declarou Queiroga.

“A ideia é que a vacina seja homóloga. A dose heteróloga é para o reforço ou dose adicional”, esclareceu o ministro. “E isso (dose adicional) é para idosos acima de 70 anos e imunocomprometidos. Há Estados que já anunciaram que vão vacinar acima de 60 anos. Então fica difícil, como conseguimos conduzir uma campanha de vacinação com essa espécie de torre de babel vacinal?”.

Brasil tem 34,83% da população com a vacinação completa contra o coronavírus



O Estado de São Paulo tem cerca de 1 milhão de pessoas que não receberam a segunda dose do imunizante da AstraZeneca por falta de imunizantes e, por isso, decidiu aplicar a partir desta segunda-feira a Pfizer para evitar o atraso na campanha de vacinação.

Em relação à utilização da Coronavac para a dose de reforço, Queiroga voltou a cobrar a apresentação de dados pelo Instituto Butantan à Anvisa, como forma de liberar o registro definitivo da vacina produzida em parceria com o laboratório chinês Sinovac. “O que a ciência tem apontado é que sistema heterólogo é mais suficiente”, afirmou o ministro sobre a dose de reforço.

A pasta da Saúde não recomenda o uso de Coronavac em idosos, o que tem acontecido em São Paulo. “Eu falo para gestores de saúde, sigam o PNI (Programa Nacional de Imunização), e juntos vamos fazer uma campanha mais eficiente”, pediu o ministro.

Queiroga ainda minimizou o surgimento de variantes do novo coronavírus. “A cada dia a gente constata que não será problema tão grande como temíamos”, afirmou sobre a variante Delta. “Variante Mu é de importância, não ainda de preocupação”.

Em meio à pressão do presidente Jair Bolsonaro, repetiu que o fim do uso obrigatório de máscaras deve ser anunciado em breve. “Estamos bem perto de chegar a isso no Brasil. Mas é preciso que nossa campanha avance mais”, ponderou.

Redução de intervalo entre doses

Apesar da dificuldade em se encontrar vacinas de AstraZeneca em todo o País, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou nesta segunda-feira que o intervalo entre doses do imunizante será diminuído de 12 para 8 semanas a partir do próximo dia 15. A redução do intervalo da Pfizer a partir de setembro já havia sido anunciada por Queiroga no mês passado. Já a Coronavac tem intervalo menor, de 28 dias, e a vacina da Janssen é de dose única.

Apesar das mudanças nos intervalos, os critérios adotados ainda diferem das recomendações das fabricantes. A Pfizer recomenda intervalo de 21 dias entre as doses e a AstraZeneca, de 12 semanas, como acontece hoje.

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