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Quatro mortos em nova tragédia migratória nas Canárias

Quatro mortos em nova tragédia migratória nas Canárias

Migrantes resgatados em frente às Ilhas Canárias, em 26 de março de 2021 - AFP

Pelo menos quatro migrantes morreram, incluindo uma mulher que estaria grávida e uma criança, depois que o barco em que estavam naufragou perto das Ilhas Canárias, em uma nova tragédia neste arquipélago espanhol na costa africana.

Este último evento, que está se tornando frequente, ocorreu na quinta-feira por volta das 22h00 locais (18h00 de Brasília) perto da ilha de Lanzarote, no arquipélago atlântico, porta de entrada da Europa para os migrantes irregulares em busca de uma vida melhor.

“Acreditamos que havia 49 (pessoas) no barco”, disse à AFP Enrique Espinosa, chefe dos serviços de emergência de Lanzarote.

Num primeiro momento, Espinosa reportou três falecidos, entre eles “duas mulheres e acreditamos que uma estava grávida”.



O corpo de um quarto falecido, uma criança, foi posteriormente localizado graças a um helicóptero, confirmaram os serviços de emergência.

Outras quatro pessoas desaparecidas ainda estão sendo procuradas.

No total, 20 homens, 17 mulheres e quatro crianças, incluindo dois bebês, foram resgatados, graças à intervenção dos moradores da zona costeira, que pularam no mar para ajudar quando perceberam o ocorrido, segundo Espinosa.

O barco virou em uma área rochosa e perigosa perto da costa.

Todos os migrantes eram originários da África Subsaariana. Alguns resgatados afirmam ter saído há dois dias da cidade de Tan-Tan, no sul de Marrocos e cerca de 250 km a leste de Lanzarote.

– Outros 110 chegaram à costa –

Dois outros barcos com 110 migrantes no total (96 homens, 8 mulheres e 6 menores) chegaram durante na madrugada desta sexta-feira, de acordo com as autoridades.

As chegadas de migrantes das costas africanas às Ilhas Canárias, numa viagem perigosa devido às fortes correntes e à precariedade das embarcações, aumentaram desde o final de 2019, sobretudo em razão dos controles impostos pela União Europeia no Mediterrâneo.

Em 2020, as chegadas aumentaram oito vezes e chegaram a 23.023 pessoas, de acordo com o Ministério do Interior. Um recorde desde a última crise migratória nas Ilhas Canárias, em 2006.

Segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM), 850 pessoas morreram ou desapareceram nessa rota em 2020. A ONG Caminhando Fronteiras reporta 1.851 mortos.

O fluxo não parou de crescer este ano: até 15 de junho, 5.734 migrantes haviam chegado às Ilhas Canárias, duas vezes mais do que no mesmo período de 2020.

As ONGs alertam regularmente sobre a situação dos migrantes e as condições em que são recebidos nas Ilhas Canárias. Alguns acabam dormindo na rua, pois os centros de acolhimento estão lotados.

“É difícil tratar pior as pessoas e gerar mais doenças devido às condições em que as recebemos”, denunciou na terça-feira a presidente da organização Médicos do Mundo, Nieves Turienzo, alegando que esta situação gera doenças e problemas mentais nos migrantes.

No final de abril, os corpos de 24 migrantes foram recuperados de um barco à deriva perto das Ilhas Canárias.

Em março, uma menina de dois anos do Mali morreu após vários dias de agonia em um hospital das Canárias, após ser resgatada de um barco pelos serviços de resgate.

Porta de entrada dos migrantes na Europa, a Espanha enfrentou outra onda migratória sem precedentes em meados de maio, com a entrada de 11 mil pessoas, segundo a delegação governamental, em dois dias ao enclave espanhol de Ceuta, no norte de Marrocos.

A maioria dos migrantes foi rapidamente devolvida ao Marrocos pelas forças espanholas.

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