Live da Dinheiro

“Quatro em cada dez bebidas destiladas comercializadas no Brasil são ilegais”, afirma Cristiane Foja

Crédito: Divulgação

Nesta segunda-feira, a live da Dinheiro recebeu a CEO da Abrabe, que falou do impacto da pandemia e as principais dificuldades enfrentadas pelo setor (Crédito: Divulgação)

A presidente executiva da Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe), Cristiane Foja, participou da live da DINHEIRO, nesta segunda-feira (19). Advogada de formação e especialista em política científica e tecnológica, Cristiane atua há mais de 20 anos pelos interesses de empresas e entidades no Brasil.  Na entrevista, ela fala sobre o consumo de bebidas alcoólicas durante a pandemia do coronavírus e a mudança de comportamento da população com o isolamento social provocado pelo fechamento dos bares, restaurantes e cancelamento de eventos. “No início da pandemia, o setor levou um tombo de 71% e ainda não se recuperou”, afirma.

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A executiva analisa que apesar do faturamento do segmento em 2020 alcançar R$ 141,1 bilhões, contra R$ 137 bilhões em 2019, o setor ainda está em busca de recuperação. Cristiane entende que o cenário não é mais catastrófico, diante do fechamento de 40% dos bares e restaurantes no País, por conta da evolução do e-commerce. Ao certo, diversos setores sofrem as consequências da redução da atividade econômica causada pela quarentena.

Bares, restaurantes e casas noturnas estão entre os estabelecimentos mais afetados, já que estão proibidos de abrir as portas devido ao isolamento social. O segmento é responsável por mais de 61% da venda de bebidas alcoólicas, de acordo com pesquisa da entidade dirigida por Cristiane. “As vendas online foram fundamentais para a sobrevivência.”

Na conversa, a executiva faz uma grave denúncia sobre o mercado ilegal de bebidas alcoólicas. “O mercado ilegal de bebidas cresceu durante a pandemia. Quatro em cada dez bebidas destiladas comercializadas no Brasil são ilegais”, garante ela. “É uma situação muito grave que o governo precisa se atentar porque não precisa sobretaxar o setor, não dá para repassar os aumentos de carga tributária para os preços. As pessoas vão comprar a bebida no mercado ilegal”, garante.

Na live, ela falou sobre o problema da falta de insumos no setor, como a de garrafas, e avaliou o programa de reciclagem Glass is Good, iniciativa de logística reversa de vidro idealizada pela Diageo, empresa líder no segmento de bebidas alcoólicas premium e proprietária das marcas Ypióca, Smirnoff, Johnnie Walker, Cîroc e Tanqueray.

A CEO também falou sobre as mudanças no comportamento da sociedade e da política econômica. “A solução para crise no segmento não é fácil. Esperamos que se encontre (leia o governo) uma saída financeira para o setor. O que vai acontecer com a economia do País?”, questiona.

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