Giro

Quatro dos 27 mortos no Jacarezinho foram atingidos pelas costas, mostra laudo

A Polícia Civil do Rio matou com tiros pelas costas quatro dos 27 homens mortos durante operação realizada na favela do Jacarezinho (zona norte), em 6 de maio passado. Uma outra vítima foi atingida por um tiro disparado à distância de 60 cm a 70 cm – à queima-roupa, outra característica habitual de execuções. As informações constam dos laudos de necropsia realizados por médicos legistas do Instituto Médico Legal (IML). Familiares acusam a Polícia Civil de execução. A polícia nega e afirma que todos foram mortos durante confrontos.

Segundo os laudos, os 27 mortos foram atingidos por 73 tiros – média de 2,7 por vítima. O morto que levou mais tiros foi atingido por seis disparos. Além dos 27 mortos pela polícia, a operação também resultou na morte do policial civil André Leonardo de Mello Frias, de 48 anos. Ele foi o primeiro a ser morto – depois a polícia matou 27 pessoas, alçando a operação a recordista de mortos na história da polícia do Rio de Janeiro. Familiares acusam os policiais de vingança pela morte do colega.

Cleyton da Silva Freitas de Lima, de 26 anos, Isaac Pinheiro de Oliveira, de 22, Jonathan Araújo da Silva, de 18, e Rodrigo Paula de Barros, de 31 anos, foram alvejados apenas pelas costas, segundo os laudos.

John Jefferson Mendes Rufino da Silva, de 30 anos, foi atingido por dois tiros, sendo um deles, na barriga, disparado à queima-roupa, segundo indícios encontrados pelos peritos. A marca do tiro apresentava “zona de tatuagem dispersa, sugestiva de que o disparo tenha ocorrido entre 60 cm e 70 cm”, diz o laudo. Zona de tatuagem é a área marcada por vestígios da pólvora que o cano da arma solta.



Richard Gabriel da Silva Ferreira, de 23 anos, foi a vítima morta com mais tiros, todos disparados de fuzis. Dois atingiram seu peito, um a barriga, um as costas e um atingiu cada braço. Ele foi baleado dentro de uma casa, e a perícia não identificou vestígios de confronto no imóvel.

A Defensoria Pública do Estado do Rio informou que ainda não concluiu a análise dos laudos e por isso não comentou as informações.

Em nota, a Polícia Civil afirmou que “os laudos são compatíveis com o que ocorre em casos de conflito armado em ambientes confinados” e que “só é possível uma análise técnica após o confronto de todas as provas produzidas, assim evitando conclusões precipitadas”.

Veja também
+ Casamento de Ana Maria Braga chega ao fim após marido maltratar funcionários, diz colunista
+ Conheça a eficácia de cada vacina no combate à Covid-19
+ Veja fotos de Karoline Lima, novo affair de Neymar
+ Lázaro Barbosa consegue fugir de novo da polícia após tiroteio
+ Gracyanne Barbosa dança pole dance com novo visual
+ Agência dos EUA alerta: nunca lave carne de frango crua
+ Após processar nora, mãe de Medina a acusa de ter destruído sua casa; veja fotos
+ Yasmin Brunet quebra o silêncio
+ Fondue de chocolate com frutas fácil de fazer
+ Tubarão é capturado no MA com restos de jovens desaparecidos no estômago