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Quando Quino falou por si e não através de Mafalda

Quando Quino falou por si e não através de Mafalda

Cartunista argentino Joaquín Lavado, "Quino", em um tributo às vítimas da Charlie Hebdo, no Museu do Humor em Buenos Aires, em 12 de janeiro de 2015 - AFP/Arquivos

Joaquín Lavado, artista gráfico argentino conhecido em quase todo o mundo como Quino, revelou sua visão de mundo através da popular Mafalda, mas por vezes expressava-se com as suas próprias palavras.

Estas são 10 de suas frases que ele falou em público:

– “A Mafalda saiu assim porque a época era assim. Foi o tempo do Che Guevara, a Guerra do Vietnã, o movimento das mulheres que protestam, o Papa João XXIII. Foi assim que a Mafalda saiu”.

– “Depois de 1973, com o golpe no Chile, parei de desenhar a Mafalda por causa da situação na América Latina. Ela ficou muito ensanguentada. A menina não parava de falar sobre o que estava acontecendo. E se eu falasse sobre o que estava acontecendo, eu teria que deixar a Argentina. Não me deixariam ou teriam atirado em mim”.

– “Quando desenho sempre começo com a cabeça. Sou um maníaco. Tenho que desenhar primeiro a lápis e apago muito. E depois coloco a tinta”,

– “O meu pai falava muito pouco, mas quando abria a boca era muito engraçado. E lamento não ter as unhas do meu pai, aquelas unhas compridas que adoro. O meu pai era um andaluz engraçado. Era muito de café e jogava cartas”.

– “Mafalda é um pequeno desenho, é um desenho e mais nada. Nunca imaginei que tantos anos depois continuaria assim. As pessoas ficam chateadas com isso que eu falo porque dizem ‘como? se a Mafalda me acompanho a vida toda?'”.

– “Sou filho de republicanos espanhóis, anticlerical até a morte. Venho de uma família muito politizada, minha avó era comunista. Havia discussões terríveis. Cresci ouvindo discussões políticas. Era a época da guerra civil espanhola. Falava-se muito na minha casa”.

– “Eu queria ser como Brad Pitt ou como Paul Newman, não do jeito que sou”.

– “A temática das coisas que se faz é o que te deixa com raiva, o que te ajuda a tirar as coisas de dentro de você. Suponho que seja isso que acontece com os diretores de cinema. Quando eles lutam contra alguma coisa, eles fazem um filme e pronto. Mafalda representa uma raiva social”.

– “A última página (de humor gráfico) que desenhei em 2006. Eu achava que eu estava me repetindo muito com a minha temática: guerra, paz, violência, injustiça. Disse chega, não posso continuar dizendo que o mundo não funciona da maneira que se deseja. Poderia, sim, mas eu estava um pouco cansado”.

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