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Quando o carro mata, a culpa pode ser nossa

Nem sempre o veículo, a estrada ou a sinalização das ruas são os responsáveis pelos acidentes. Veja o que você pode fazer para dirigir seu carro de forma mais segura

Quando o carro mata, a culpa pode ser nossa

O carro pode ser um grande amigo do homem. Ou não. Se depender dos esforços das montadoras, os automóveis vão se tornar tão seguros que não haverá mais acidentes de trânsito. A Volvo estabeleceu até uma meta: nenhum acidente fatal envolvendo seus carros a partir de 2020. Mesmo assim, o trânsito continua violento em alguns países – e o Brasil é um desses casos, com mais de 38 mil mortos por ano.

Os números são alarmantes Quatro crianças mortas por dia no trânsito. Mais de 6 mil pedestres, mais de 1.000 ciclistas por ano e 105 pessoas por dia morrem devido a acidentes automobilísticos. Mais de 12 mil motociclistas sofrem acidentes todo ano, muito também em função da forma irresponsável como dirigem. Os idosos são as principais vítimas de atropelamento. E a cada minuto uma pessoa sofre sequelas no trânsito. De posse desses números, levantados pelo Datasus, a Anfavea decidiu fazer uma campanha de conscientização para o uso do carro e de outros veículos.

O problema maior é que as pessoas se esquecem que dentro de um carro existe outra pessoa. De que o trânsito é feito? Carros, ônibus, motos e bicicletas? Não apenas. O trânsito é feito de pessoas! Essa é a mensagem que a campanha traz ao público. Por meio de placas de trânsito (que ganham vida nos filmes), as peças mostram que os símbolos ali expostos estão sempre relacionados com pessoas. Mostra ainda que quem é responsável pela redução dos acidentes de carro somos nós, os cidadãos. Nós somos o trânsito!

“Uma pessoa morre a cada 12 minutos em acidentes de trânsito no Brasil”, afirma José Aurélio Ramalho, diretor-presidente do Observatório Nacional de Segurança Viária. “Essa é uma triste estatística que precisamos mudar. São muitas vidas perdidas e afetadas por um acidente de trânsito.” Segundo ele, são muitos os aspectos negativos para quem se envolve num acidente de carro ou de outros veículos.

Campanha do Maio Amarelo

Dentro do Maio Amarelo, a Anfavea doou todas as peças para que o Observatório e parceiros do movimento divulguem e compartilhem as peças. A coluna República do Automóvel também apoia essa importante campanha e sugere que os seus leitores façam o mesmo, pois a campanha é muito inteligente – mostra pessoas, não mostra sangue. O carro cede o papel de protagonista para o ser humano e isso faz com que a campanha ganhe muita força, pois mexe com vários setores da sociedade.

“Muitas vezes não nos damos conta de que nós somos os condutores da vida no trânsito”, diz o presidente da Anfavea, Antonio Megale. “Não percebemos como nossas ações podem ser cruciais para que um acidente não ocorra. A campanha tem este objetivo. Temos que deixar claro que enquanto não repensarmos nosso papel como motoristas, estas imprudências e sequelas não diminuirão.” Portanto, veja a campanha e da próxima vez que dirigir seu carro, lembre-se: no outro carro, ou fora dele, existe um ser humano como você.


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