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Qual o nível de vacinação necessário para voltarmos à ‘vida normal’?

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Viajar sem restrições, não usar máscaras e participar de eventos de massa são algumas atividades que vão demorar para retornar. (Crédito: Reprodução/Pexels)

Os anúncios sobre vacinas contra o coronavírus levam a um otimismo, mas acabar com a pandemia e retornar ao que conhecemos como normalidade ainda está longe. Viajar sem restrições, não usar máscaras e participar de eventos de massa são algumas atividades que vão demorar para retornar.

Não basta que as vacinas sejam aprovadas e os países iniciem suas campanhas de vacinação. Para falar de um “novo normal”, segundo especialistas, será necessário vacinar uma grande parte da população. E isso pode levar vários meses ou até anos.

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Também não está claro o quão normal viveremos quando conseguirmos imunidade coletiva. Vai depender de quanto tempo dura a proteção das vacinas e se elas cortam a transmissão além de nos prevenir de adoecer.

Quantas pessoas devem ser vacinadas para recuperarmos a vida como era antes do coronavírus?

Segundo Andrew Bradley, professor de medicina molecular na Mayo Clinic, nos EUA, é preciso que cerca de 75% da população seja vacinada. São dados semelhantes aos da Associação de Vacinação da Espanha, país que aprovou seu plano de vacinação contra covid-19 em 24 de novembro.

Os números também coincidem com os percentuais que a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima necessários para alcançar a imunidade de rebanho, ou seja, uma imunidade de coletiva mínima, mas necessária, para deter a doença. Bradley diz que é essencial que os níveis de vacinação sejam alcançados globalmente, e não apenas dentro de um país.

Outras organizações e especialistas não estão seguros com esse índice. De acordo com Rodrigo Romero, secretário-geral da Associação Mexicana de Vacinação, disse à BBC News Mundo, “a doença e sua imunidade ainda não são 100% conhecidas. É muito cedo para dizer qual porcentagem precisa ser vacinada para reduzir a transmissão”.

Bradley acredita que é “improvável” retornar à mesma vida em breve. Ele argumenta que “muitas empresas mudarão e os funcionários continuarão seu trabalho remoto

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