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Saiba quais são os equipamentos mais usados por hackers para espionar você

Crédito: Reprodução/Pexels

À medida que o nível de utilização cresce, aumentam também o número de pontos de ataque suscetíveis a ser explorados por cibercriminosos. (Crédito: Reprodução/Pexels)

Estima-se que existam mais de 22 milhões de equipamentos ligados a redes Wi-Fi domésticas por todo o mundo. Um número que poderá crescer para 38,6 milhões já em 2025. No entanto, uma nova investigação da Check Point destaca que, à medida que o seu nível de utilização cresce, aumentam também o número de pontos de ataque suscetíveis a ser explorados por cibercriminosos.



Entre os dispositivos mais atingidos por cibercriminosos destacam-se as televisões. Além de estarem ligadas à Internet, certos modelos de TVs inteligentes contam também com câmaras ou microfones, permitindo a realização, por exemplo, de videochamadas e a utilização de comandos de voz.

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Os computadores podem armazenar grandes quantidades de dados, o que, só por si, já se afirma como muito atrativo para os cibercriminosos. Além disso, os equipamentos com funcionalidades de câmara e microfone podem ser utilizados por terceiros para espiar indivíduos e permitir o roubo de informações privadas.

Os brinquedos ligados à Internet também apresentam riscos, em particular, para a privacidade das crianças, uma vez que até mesmo produtos mais tradicionais, como bonecos ou peluches fomentam a instalação de apps para obter mais funcionalidades.



Nem os eletrodomésticos inteligentes estão a salvo. Os pesquisadores recordam, por exemplo, o caso de um robot de cozinha que incorporava um microfone que gravava as conversas dos usuários. Mais recentemente, descobriu-se que os aspiradores inteligentes extraíam informação a cada utilização, com a empresa revelando que os dados pessoais poderiam ser vendidos a terceiros, já que não existia qualquer norma que descarte a opção de partilhar os mesmos com outras empresas de tecnologia.

Na matéria, a Check Point indicou que os usuários devem tomar medidas como a atualização frequente do software dos equipamentos. A utilização de soluções de segurança que detetem atividades maliciosas é fulcral, assim como a restrição das permissões das aplicações usadas nos dispositivos. No que diz respeito às câmaras, os investigadores recomendam ainda que as tape quando não estão a ser usadas.


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