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Putin nega acusações sobre palácio e apoiadores de Navalny pedem novos protestos

Putin nega acusações sobre palácio e apoiadores de Navalny pedem novos protestos

Mulher acompanha vídeo do opositor russo detido Alexei Navalny, no qual acusa o presidente russo, Vladimir Putin, de corrupção, em 21 de janeiro de 2021 - AFP

O presidente russo, Vladimir Putin, negou na segunda-feira (25) ser o dono de um enorme palácio, conforme revelado por uma investigação do líder da oposição, Alexei Navalny, cuja equipe convocou mais manifestações na Rússia no domingo.

A intervenção do presidente russo em pessoa e os apelos para voltarem às ruas vêm depois de um primeiro dia de mobilização no sábado, que reuniu dezenas de milhares de russos em mais de cem cidades, ignorando a proibição de manifestação.

Em um vídeo com mais de 86 milhões de visualizações no YouTube, Navalny afirmou que Putin se beneficia de uma propriedade suntuosa às margens do Mar Negro.

“Nada do que é mostrado lá como se fosse minha propriedade pertence a mim ou aos meus parentes”, disse o chefe de Estado na segunda-feira em um encontro televisionado com estudantes russos.



Putin criticou a falta de provas e denunciou alegações de que querem fazer uma “lavagem cerebral” nos russos, em uma reação inusitada, tendo em vista que o presidente nem mesmo pronuncia o nome do líder da oposição.

– “Por justiça” –

Navalny, 44, foi preso ao retornar à Rússia em 17 de janeiro, após convalescença por vários meses na Alemanha depois de ser envenenado, segundo ele, pelo Kremlin.

Aproveitando a notoriedade do vídeo da investigação, o ativista convocou seus seguidores a se manifestarem no sábado.

Milhares de pessoas foram às ruas em todo o país, e não apenas em Moscou, nos maiores protestos dos últimos anos na Rússia.

Mais de 3.700 pessoas foram presas, algumas delas de forma brutal. Um deles foi condenado nesta segunda-feira a 10 dias de prisão, segundo a agência TASS.

Putin criticou essas manifestações não autorizadas, alegando que cada uma deveria falar “dentro da estrutura da lei”.

Nesta segunda-feira, o movimento de Navalny fez um apelo para voltar às ruas no dia 31 de janeiro.

A manifestação acontecerá dois dias antes de Navalny comparecer a um tribunal que decidirá se sua sentença de três anos e meio de prisão suspensa em 2014 será considerada definitiva.

Neste caso, um dos muitos de que é réu, é acusado de ter violado o seu acordo judicial russo quando foi transferido para a Alemanha para ser tratado pelo seu envenenamento.

– “Interferência” –

As principais potências ocidentais exigem sua libertação.

O chefe da diplomacia da União Europeia, Josep Borrell, viajará à Rússia no início de fevereiro para tratar do assunto, enquanto o bloco discute a possibilidade de adoção de sanções caso a repressão contra a oposição continue.

A Rússia, por sua vez, questionou na segunda-feira o papel da embaixada dos Estados Unidos nas manifestações de sábado e a censurou pela divulgação “em seu portal de internet e nas redes sociais, de mensagens de apoio às ações ilegais em várias cidades russas”, disse a porta-voz da diplomacia russa Maria Zajárova na televisão, citada por agências de imprensa russas.

A embaixada havia pedido aos americanos no sábado que fossem cautelosos com as marchas em apoio a Navalny, especificando os locais onde aconteceriam. A delegação diplomática também disse apoiar “o direito de todos de se manifestarem pacificamente e à liberdade de expressão”.

Zakharova também denunciou o papel dos gigantes americanos da internet, os acusando de “interferência em nossos assuntos internos”, e disse que Moscou analisará suas implicações.

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