Ciência

Proteína seria chave em casos graves de COVID-19, aponta estudo

Crédito: National Institutes of Health/AFP/Arquivos

Proteína produzida pelo organismo durante inflamação pode ter papel importante nos casos graves de COVID-19 - National Institutes of Health/AFP/Arquivos (Crédito: National Institutes of Health/AFP/Arquivos)

A calprotectina, uma proteína produzida pelo corpo durante a inflamação, pode desempenhar um papel importante em casos graves da COVID-19 e atacá-la pode ajudar a combater o agravamento da doença – diz um estudo de pesquisadores franceses.

De acordo com este trabalho, publicado na quinta-feira (7) na revista Cell, há “uma taxa muito alta, entre 100 e 1.000 superior ao normal, desta proteína, a calprotectina, em pacientes com coronavírus grave.

Na Índia, a epidemia ganha espaço nas pequenas cidades e no campo

Pandemia arrasa continente americano e se espalha pela Índia e África

“Nossos resultados sugerem que a calprotectina pode ser responsável pelo agravamento da COVID-19”, disse o principal autor do estudo, o pesquisador de imunologia Aymeric Silvin, em um comunicado.

Muitos trabalhos no mundo todo procuram entender melhor os mecanismos da “tempestade de citocinas”, uma reação inflamatória descontrolada e excessiva relacionada com as formas graves de coronavírus.

“O forte aumento de calprotectina no sangue pode intervir antes da tempestade de citocinas associada à inflamação em pacientes que desenvolvem uma forma grave”, acrescentou Silvin.

Em tese, seria possível detectar pacientes com risco de desenvolver uma forma grave da doença, testando-se o nível de calprotectina no sangue, conforme o comunicado das organizações francesas por trás dessas pesquisas (Gustave Roussy, AP-HP e Inserm), em colaboração com equipes estrangeiras (Singapura, China e Israel).

Essa pista também pode oferecer “uma abordagem terapêutica inédita”, dado que o bloqueio do receptor da calprotectina poderia ajudar a combater o agravamento da doença.

“Essas estratégias devem ser avaliadas com testes químicos”, diz o comunicado.

O estudo se apoia na análise do sangue de 158 pacientes internados em emergências por suspeita de COVID-19.

Em pacientes mais graves, além da alta taxa de calprotectina, as análises revelaram um funcionamento anormal de certos glóbulos brancos, o que enfraquece a resposta imunológica.

Portanto, analisar esses dois fatores na entrada de um paciente no hospital pode ajudar a identificar o risco de adquirir formas mais severas da doença.

“O diagnóstico precoce de uma forma grave de COVID-19 pode ser feito em um tubo de sangue”, disse no comunicado Michaela Fontenay, chefe do Serviço de Hematologia Biológica do Hospital Cochin de Paris.

Veja também

+ Grave acidente do “Cake Boss” é tema de reportagem especial

+ Ivete Sangalo salva menino de afogamento: “Foi tudo muito rápido”

+ Bandidos armados assaltam restaurante na zona norte do RJ
+ Mulher é empurrada para fora de ônibus após cuspir em homem
+ Caixa substitui pausa no financiamento imobiliário por redução de até 50% na parcela
+ Teve o auxílio emergencial negado? Siga 3 passos para contestar no Dataprev
+ iPhone 12: Apple anuncia quatro modelos com preço a partir de US$ 699 nos EUA
+ Veja mudanças após decisão do STF sobre IPVA
+ T-Cross ganha nova versão PCD; veja preço e fotos
+MasterChef: competidora lava louça durante prova do 12º episódio’
+As 10 picapes diesel mais econômicas do Brasil
+ Cozinheira desiste do Top Chef no 3º episódio e choca jurados
+ Governo estuda estender socorro até o fim de 2020
+ Pragas, pestes, epidemias e pandemias na arte contemporânea
+ Tubarão-martelo morde foil de Michel Bourez no Tahiti. VÍDEO

+ Arrotar muito pode ser algum problema de saúde?