Economia

Projeção do IPCA/2019 no cenário de mercado permanece em 4% no RTI, como na ata

O Banco Central (BC) manteve sua projeção de inflação para 2019 no cenário de mercado. Segundo o Relatório Trimestral de Inflação (RTI), divulgado nesta quinta-feira, 19, este cenário indica um IPCA de 4,0% para este ano. O porcentual é o mesmo verificado na ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom), publicada na terça-feira (17).

No RTI divulgado em setembro deste ano, o BC projetava alta do índice oficial de preços de 3,3% pelo cenário de mercado. Para 2020, o cenário de mercado indica que o IPCA ficará em 3,5%, porcentual também igual ao visto na ata. No RTI de setembro, a projeção era de 3,6%.

Para 2021, o cenário de mercado indica que o IPCA ficará em 3,4%, porcentual também igual ao visto na ata. No RTI de setembro, a projeção era de 3,7%.

Já a projeção para o IPCA de 2022, pelo cenário de mercado, está em 3,4%, indicou o RTI divulgado agora. No relatório anterior, de setembro, o porcentual calculado era de 3,8%.

O cenário de mercado utiliza como parâmetros as previsões dos analistas, contidas no Relatório de Mercado Focus, para a taxa de câmbio e os juros no horizonte da previsão.

Para 2019, a meta de inflação perseguida pelo BC é de 4,25%, com margem de 1,5 ponto (taxa de 2,75% a 5,75%). No caso de 2020, a meta é de 4,0%, com margem de 1,5 ponto (taxa de 2,5% a 5,5%). Para 2021, a meta é de 3,75%, com margem de 1,5 (taxa de 2,25% a 5,25%). Para 2022, a meta é de 3,50%, com margem de 1,5 (taxa de 2,00 a 5,00%).

Cenário de referência

O BC alterou sua estimativa de inflação para 2019 no cenário de referência, que utiliza câmbio e juros constantes para o horizonte de projeções. Segundo o RTI divulgado nesta quinta, este cenário indica um IPCA de 4,0% para este ano. No relatório anterior, de setembro, a projeção era de 3,4%.

Para 2020, o cenário de referência indica que o IPCA ficará em 3,6%, como no documento de setembro. A projeção para o IPCA de 2021, pelo cenário de referência, está em 3,7%, também como estava calculado no RTI anterior. Para 2022, a projeção seguiu em 3,9%.

Nos cálculos do cenário de referência, o BC considerou uma Selic de 5,00% ao ano e um dólar a R$ 4,20.

Preços administrados

O Relatório Trimestral de Inflação divulgado nesta quinta-feira, mostra que o Banco Central prevê alta de 5,1% para os preços administrados em 2019, considerando o cenário de mercado. O porcentual é o mesmo informado na ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada na terça-feira. No RTI de setembro, a projeção era de 3,5%.

No caso de 2020, a projeção está em 3,6%, como na ata. No RTI de setembro, o porcentual era de 4,5%. No caso de 2021, a projeção está em 3,5%, como na ata. No RTI de setembro, o porcentual era de 4,2%.

Para 2022, a projeção para os preços administrados no cenário de mercado é de alta de 3,6%. No RTI de setembro, a projeção era de 4,4%.

O cenário de mercado leva em consideração a taxa de juros e o câmbio projetados no Relatório de Mercado Focus. Na última segunda-feira, 16, o Focus mostrou que os analistas projetavam alta dos preços administrados de 5,11% em 2019, 4,00% em 2020, 4,00% em 2021 e 3,75% em 2022.

Estouro do teto da meta

O Banco Central indicou que, em seu cenário de mercado, a probabilidade de a inflação de 2019 ficar acima do teto da meta, de 5,75%, está “próxima de zero”. No documento anterior, divulgado em setembro, ela já era de zero. O cálculo tem como base câmbio e Selic variáveis conforme a Pesquisa de Mercado Focus. Já a probabilidade de a inflação ficar abaixo do piso da meta em 2019, de 2,75%, passou de 16% para zero.

No caso de 2020, a probabilidade de estouro do teto de 5,5% da meta foi de 9% para 7%. Já a possibilidade de estouro do piso de 2,5% da meta do próximo ano foi de 21% para 23%.

No caso de 2021, a probabilidade de estouro do teto de 5,25% da meta foi de 13% para 9%. Já a possibilidade de estouro do piso de 2,25% da meta passou de 15% para 20%.

Para 2022, a probabilidade de estouro do teto de 5,00% da meta foi de 19% para 12%. Já a possibilidade de estouro do piso de 2,00% da meta foi de 10% para 16%.

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