Economia

Produção industrial cai 17,5% no 2º trimestre ante 1º trimestre, diz IBGE

Crédito: Agência Brasil/Arquivo

Com reabertura econômica, incerteza empresarial vai diminuindo (Crédito: Agência Brasil/Arquivo)

A produção industrial recuou 17,5% no segundo trimestre, em relação ao primeiro trimestre do ano, segundo os dados da Pesquisa Industrial Mensal divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No trimestre anterior, a indústria já tinha recuado 2,7% ante o quarto trimestre de 2019.

“Nessa mesma comparação, todas as categorias econômicas naturalmente mostram perdas importantes para esse tipo de confronto”, ressaltou André Macedo, gerente da Coordenação de Indústria do IBGE.

Produção de bens de capital sobe 13,1% em junho ante maio, diz IBGE

Produção industrial cresce 8,9% de maio para junho

A produção de bens de capital encolheu 34% no segundo trimestre de 2020 ante o primeiro trimestre, enquanto os bens intermediários tiveram queda de 12,6%. A fabricação de bens duráveis caiu 60,9%, e a de semiduráveis e não duráveis teve redução de 12,3%.

Na comparação com o segundo trimestre de 2019, a produção industrial caiu 19,4% no segundo trimestre de 2020, a mais intensa da série histórica da pesquisa, mantendo o comportamento negativo registrado desde o quarto trimestre de 2018, quando recuou 1,3%.

Média móvel

O índice de Média Móvel Trimestral da indústria registrou queda de 1,8% em junho.

Revisões

O IBGE revisou o resultado da produção industrial em maio ante abril, de 7,0% para 8,2%. A taxa de abril ante março passou de -18,8% para -19,2%, enquanto a taxa de março ante fevereiro saiu de -9,2% para -9,1%. O resultado de fevereiro ante janeiro saiu de 0,7% para 0,6%, e o de janeiro ante dezembro, de 1,3% para 1,2%.

Na categoria de bens de capital, a taxa de maio ante abril passou de 28,7% para 30,2%, a de abril ante março saiu de -40,7% para -41,4%, a de março ante fevereiro saiu de -16,2% para -15,6%, e a de fevereiro ante janeiro, de 1,6% para 1,2%.

Os bens intermediários tiveram o desempenho de maio ante abril revisto de 5,2% para 5,5%.

A taxa dos bens de consumo duráveis em maio ante abril foi revista de 92,5% para 112,6%, enquanto a de abril ante março passou de -79,1% para -79,7%. A taxa de março ante fevereiro passou de -24,2% para -23,7%, a taxa de fevereiro ante janeiro passou de 0,6% para -0,1%, e a de janeiro ante dezembro, de 4,8% para 4,3%.

Nos bens de consumo semi e não duráveis, a taxa de maio ante abril passou de 8,4% para 10,7%. O resultado de abril ante março saiu de -12,1% para -12,5%. O resultado de março ante fevereiro passou de -12,1% para -12,0%.

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