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Procon-SP notifica LinkedIn por vagas que priorizam negros e indígenas

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A rede social, muito usada por recrutadores, tem até o dia 24 de março para responder aos questionamentos (Crédito: Pixabay)



Nesta quarta-feira (23), o Procon-SP notificou a empresa LinkedIn Representações do Brasil Ltda. solicitando explicações sobre os anúncios de vagas para candidatos negros e indígenas que a empresa teria barrado. A rede social, muito usada por recrutadores, tem até o dia 24 de março para responder aos questionamentos.

De acordo com nota do Procon-SP, a empresa deverá apresentar as seguintes informações:

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  • Como se dá a publicação de vagas na plataforma;
  • Se há aplicação de políticas específicas que norteiam as publicações e como os anunciantes são informados das mesmas;
  • Se qualquer tipo de vaga e publicação pode ser anunciada e, em caso negativo, quais critérios são necessários para seu aceite;
  • Como a informação é passada ao anunciante no caso de recusa da publicação;
  • Em que condições e situações ocorre eventual exclusão de anúncio já publicado e, em caso positivo, como o anunciante é informado;
  • Se nos casos de exclusão da publicação existe algum aviso àqueles que efetuam acesso posterior;
  • Se os anunciantes recebem algum suporte para elaboração das publicações.

Entenda o caso

A rede excluiu a publicação de uma vaga que dava prioridade, na seleção, a pessoas negras e indígenas. A empresa considera que a restrição vale para quaisquer tipos de características, sejam elas idade, gênero, raça, etnia, religião ou orientação sexual.




De acordo com a Folha de S.Paulo, o anúncio foi aberto pelo Laut (Centro de Análise da Liberdade e do Autoritarismo) e descrevia quem teria prioridade na seleção: “como parte das ações afirmativas do Laut para valorizar a pluralidade da equipe, esse processo seletivo dá preferência a pessoas negras (pretas e pardas) e indígenas.”

O anúncio, que trazia também informações sobre a vaga como carga horária, foi retirado do ar dias depois da publicação. O suporte do site informou que a postagem havia sido retirada do ar por ter sido considerada discriminatória.

Conforme a Folha, o pesquisador do Laut, Conrado Hübner Mendes, disse que o combate à discriminação estabelecido pelo LinkedIn em suas políticas é positivo. Para ele, a interpretação da regra em relação à preferência por candidatos negros e indígenas é estapafúrdia.