Finanças

Privatização da Eletrobras deve dobrar preço das ações, diz BTG

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Vista externa de um edifício da Eletrobras (Crédito: Divulgação)

Um relatório feito pelo BTG Pactual indica que se a Eletrobras for, de fato, privatizada pelo governo Jair Bolsonaro, o preço-alvo das ações da companhia deve saltar para R$ 75 – mais do que o dobro dos R$ 34 negociados nesta quarta-feira (24) na B3.

A aposta do banco de investimentos é que a companhia elétrica conta com 50% de chances de ser privatizada e a recomendação aos clientes é de compra dos papéis (ELET6).

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Na terça-feira (23), o governo enviou ao Congresso, uma Medida Provisória (MP) sobre a privatização da Eletrobras. O texto permite que o BNDES inicie estudos sobre a desestatização da companhia e suas subsidiárias, com exceção da Eletronuclear e da Itaipu Binacional.

A privatização vai diminuir o valor da energia?

A MP pretende pôr fim ao “regime de cotas” e trocar o sistema pelo “regime de produção independente”, com os preços definidos livremente pela empresa. Isso pode, no longo prazo, representar um aumento na conta de luz.

Em vigência desde o governo Dilma Rousseff, o regime de cotas determina que as elétricas vendam energia a preços regulados pela Agência nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Isso tende a representar uma receita menor, já que o custo da operação é alto e o lucro das empresas acaba sendo menor, já que elas ficam sem a incorporação de alguns desses custos, enquanto que para o consumidor o modelo torna o preço mais baixo do que deveria ser.

O banco Credit Suisse, por exemplo, publicou relatório nesta quarta-feira (24) indicando que, caso a privatização saia do papel, o mercado pode trabalhar com uma margem de preços na casa dos R$ 150 por MegaWatt-hora contra os atuais R$ 60 por MWh. Isso seria interessante no momento em que a companhia for operar no cenário pós-privatização, com o corte de custos adicionais, gestão de passivos, menor custo da dívida, entre outros, gerando mais caixa.

Vale lembrar que a MP deve ser aprovada em um intervalo máximo de 120 dias, ou ela “caduca” e perde validade. Por ser um texto que tramita quase que em regime de urgência, ela tende a ser analisada no Congresso com maior agilidade.

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