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Primeiro-ministro canadense diz que liberdade de expressão tem limites

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O primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, tem um forte índice de aprovação por seu gerenciamento da crise da covid-19 - AFP/Arquivos (Crédito: Arquivo / AFP)

O primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, defendeu a liberdade de expressão nesta sexta-feira (30), embora considere que ela não é “isenta de limites” e não deveria “prejudicar arbitrariamente e inutilmente” certos grupos.

“Sempre defenderemos a liberdade de expressão”, afirmou Trudeau, em resposta a uma pergunta sobre o direito de fazer caricaturas do profeta Maomé, assim como fez a revista francesa Charlie Hebdo.

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“Mas a liberdade de expressão não é isenta de limites”, acrescentou durante uma entrevista coletiva.

“Temos que agir com respeito pelos outros e tentar não prejudicar arbitrariamente ou inutilmente aqueles com quem compartilhamos uma sociedade e um planeta”, acrescentou.

“Não se tem o direito, por exemplo, de gritar ‘fogo’ num cinema cheio de gente, sempre há limites”, argumentou o chefe de governo.

O assassinato de um professor francês, vítima de um atentado por mostrar desenhos do Profeta Maomé durante uma aula sobre liberdade de expressão, gerou novos debates sobre esse conceito.

Trudeau defendeu um uso “prudente” da liberdade de expressão.

“Numa sociedade pluralista, diversificada e respeitosa como a nossa, devemos ter consciência do impacto das nossas palavras, dos nossos gestos para com os outros, especialmente para com os grupos e populações que ainda sofrem muita discriminação”, declarou.

Assim como na véspera com os líderes da União Europeia, Trudeau condenou os recentes atentados terroristas “horríveis e assustadores” na França, onde após a morte do professor, três pessoas foram mortas por um homem na quinta-feira em uma igreja em Nice, no sul do país.

“É injustificável e o Canadá condena de todo o coração esses atos”, ressaltou.

Os ataques na França acontecem em um contexto de raiva no Oriente Médio contra o país e seu presidente, Emmanuel Macron, criticado por defender o direito à publicação de charges do Profeta Maomé na França.

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