Economia

Presidente do Fed admite que inflação nos EUA é ameaça ‘persistente’

Crédito: AFP/Arquivos

O índice de preços de referência do banco central registrou um aumento de 5% nos 12 meses que terminaram em outubro, muito acima da meta de 2% do Fed (Crédito: AFP/Arquivos)

Uma onda de aumentos de preços que complicou a recuperação dos Estados Unidos em plena pandemia pode durar mais do que o esperado, afirmou o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, que alertou nesta terça-feira (30) para a ameaça de uma “inflação alta e persistente” no país.



Durante meses, o titular do Fed (banco central americano) qualificou de “transitória” a explosão da inflação, argumentando gargalos na cadeia de abastecimento e escassez de bens e trabalhadores. No entanto, nesta terça-feira disse perante a Comissão Bancária do Senado que é hora de “retirar” este termo.

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O índice de preços de referência do banco central registrou um aumento de 5% nos 12 meses que terminaram em outubro, muito acima da meta de 2% do Fed.

“Claramente, o risco de uma inflação mais persistente aumentou”, disse Powell aos legisladores.

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Mas disse que o Fed “usará suas ferramentas para se assegurar que a inflação mais alta não se consolide”.

O Fed já tinha começado a suspender as medidas de estímulo, adotadas para mitigar o impacto da pandemia na economia, mas Powell, a quem o presidente Joe Biden nomeou na semana passada para um segundo mandato à frente do banco central, tinha mostrado anteriormente paciência com relação ao aumento das taxas de juros, argumentando que os problemas de abastecimento seriam resolvidos nos próximos meses.

No entanto, nesta audiência sugeriu que seria possível acelerar o ritmo da retirada das compras mensais de ativos. Isto significaria que o Fed estaria em condições de elevar antes do esperado a taxa de juros de referência.

Escalada das taxas de juros

Em sua última reunião, o Federal Reserve decidiu começar a reduzir suas compras mensais de títulos, o que no ritmo atual acabariam em meados de 2022.

No entanto, desde então os dados demonstraram “pressões inflacionárias elevadas, uma rápida melhora em muitos indicadores do mercado de trabalho” e “forte gasto”, que indica um “crescimento importante nos próximos meses”, afirmou Powell.

É por isso que é “apropriado, da minha perspectiva, considerar suspender a diminuição das compras dos nossos ativos… Talvez alguns meses antes”.

O Fed reduziu a taxa de empréstimos de referência a zero no começo da pandemia, e Powell disse que as taxas não vão aumentar até que termine o programa de compra de bônus.

Um grupo crescente de funcionários do Fed apoiou publicamente pôr fim mais rapidamente às compras dos bônus, com um ou dois aumentos da taxa no ano que vem, enquanto alguns economistas privados defendem três aumentos.

Em nível mundial, Powell admitiu que os diretores de bancos centrais não levaram em conta em suas previsões o impacto que os gargalos na cadeia de abastecimento teria nos preços.

Estes inconvenientes globais causaram escassez em uma variedade de produtos, enquanto a demanda acumulada de bens também contribuiu para a explosão de preços.


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