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Presidente deposto de Burkina Faso está bem, diz correligionário

Presidente deposto de Burkina Faso está bem, diz correligionário

(Arquivo) Roch Marc Christian Kaboré, agora ex-presidente de Burkina Faso, em Paris, em 11 de novembro de 2021, na abertura do Fórum de Paris para a paz - AFP/Arquivos

Roch Marc Christian Kaboré, presidente de Burkina Faso derrubado na segunda-feira (24) por um golpe militar, está “bem fisicamente” – informou um liderança de seu partido político, que relatou as circunstâncias em que se viu forçado a deixar o poder.

“O presidente Kaboré está bem fisicamente, mas não posso dizer-lhes nada sobre seu estado de ânimo (…). E conta com um médico à sua disposição”, disse um líder proeminente do Movimento do Povo para o Progresso (MPP).



Kaboré continua “ainda nas mãos do Exército, mas não em um acampamento militar, e sim em uma residência presidencial sob prisão domiciliar”, afirmou, acrescentando que tem “acesso ao seu telefone celular, sob estrita vigilância de seus captores, é claro”.

“Na verdade, foi ele que escreveu a carta de renúncia transmitida em rede nacional, mas não posso dizer sob quais circunstâncias fez isso”, completou a mesma fonte.

Mais tarde, o mesmo político relatou os eventos ocorridos antes de Kaboré escrever sua carta de demissão.

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“Não foi detido nas primeiras horas” do motim militar, esclareceu.

“Sua residência particular foi cercada, então sua guarda pessoal teve que aplicar uma estratégia para poder retirá-lo em um veículo sem identificação para levá-lo para um local seguro”, explicou a mesma fonte.


Pouco antes do anúncio do golpe, em um momento em que o destino de Kaboré não era claro, na segunda-feira, após dois dias de motim nos quartéis, o MPP denunciou, em um comunicado, que houve “uma tentativa frustrada de assassinato” contra o presidente.

Roch Marc Christian Kaboré foi deposto por soldados liderados pelo tenente-coronel Paul-Henri Sandaogo Damiba. Este militar está à frente da junta autodenominada Movimento Patriótico para Salvaguarda e Restauração (MPSR), que tomou o poder neste país africano, fortemente afetado pela violência jihadista.