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Presidente da Caixa é denunciado por assédio sexual a funcionárias

Crédito: Instagram / Pedro Guimarães

As denúncias contra Pedro Guimarães incluem toques íntimos e convites que fogem da relação de trabalho (Crédito: Instagram / Pedro Guimarães )



O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Duarte Guimarães, de 51 anos, foi denunciado por funcionárias do banco ao portal Metrópoles de assédio sexual.

A reportagem conta que cinco mulheres do gabinete da presidência da Caixa se sentiram abusadas no ambiente de trabalho e os casos estão sendo investigados pelo Ministério Público Federal. As denúncias incluem toques íntimos, abordagens impróprias e convites que fogem da relação de trabalho. Os nomes das mulheres não foram revelados na reportagem.

Muitos casos aconteceram em viagens e, conforme os relatos, Pedro Guimarães escolhe, preferencialmente, “mulheres bonitas” para as comitivas.

Uma das funcionárias que denunciaram o assédio disse que o comunicado de escolha é como um prêmio. “Tem um padrão. Mulher bonita é sempre escolhida para viajar. Ele convida para as viagens as mulheres que acha interessantes”, disse uma das denunciantes ao Metrópoles.




Segundo as mulheres, a funcionária que despertasse a atenção do presidente era chamada para atuar em Brasília e promovida sem preencher requisitos necessários.

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Outra denunciante disse que Pedro tem o costume de pegar na cintura e pescoço das funcionárias e insiste quando elas negam a aproximação. “Ele já tentou várias vezes avançar o sinal comigo. É uma pessoa que não sabe escutar não. Quando escuta, vira a cara e passa a ignorar. Quando me encontrava, nem me cumprimentava mais”, disse uma das mulheres.


As funcionárias relataram também que eram chamadas para irem ao quarto do chefe. Duas disseram que foram chamadas com suposta urgência para levar produtos a pedido dele e lá foram constrangidas.

“Ele pede carregador de celular, sal de fruta, remédios”, disse outra mulher ao portal. Ao chegar ao quarto, as funcionárias relatam constrangimento.

Uma delas contou que tem crises de pânico ao ser escalada para as viagens. “Tenho medo da pessoa. Agora eu tento literalmente me esconder nas agendas. Quando viajo, coloco cadeira na porta do quarto. Fico com medo de alguém bater”, revelou.

Segundo as denúncias, frequentemente as mulheres eram convidadas por Guimarães para irem à sauna ou piscina. Ainda segundo uma das mulheres, o presidente da Caixa chegou a beliscá-la.

Em nota ao portal Metropoles, a Caixa Econômica Federal informou:

“A Caixa não tem conhecimento das denúncias apresentadas pelo veículo. A Caixa esclarece que adota medidas de eliminação de condutas relacionadas a qualquer tipo de assédio. O banco possui um sólido sistema de integridade, ancorado na observância dos diversos protocolos de prevenção, ao Código de Ética e ao de Conduta, que vedam a prática de ‘qualquer tipo de assédio, mediante conduta verbal ou física de humilhação, coação ou ameaça’. A Caixa possui, ainda, canal de denúncias, por meio do qual são apuradas quaisquer supostas irregularidades atribuídas à conduta de qualquer empregado, independente da função hierárquica, que garante o anonimato, o sigilo e o correto processamento das denúncias. Ademais, todo empregado do banco participa da ação educacional sobre Ética e Conduta na Caixa, da reunião anual sobre Código de Ética na sua Unidade, bem como deve assinar o Termo de Ciência de Ética, por meio dos canais internos. A Caixa possui, ainda, a cartilha ‘Promovendo um Ambiente de Trabalho Saudável’, que visa contribuir para a prevenção do assédio de forma ampla, com conteúdo informativo sobre esse tipo de prática, auxiliando na conscientização, reflexão, prevenção e promoção de um ambiente de trabalho saudável.”