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Preferimos morrer lutando do que perecer em casa, diz Bolsonaro

Preferimos morrer lutando do que perecer em casa, diz Bolsonaro

Presidente Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto

Por Lisandra Paraguassu

BRASÍLIA (Reuters) – O presidente Jair Bolsonaro disse nessa sexta-feira que ele e seus apoiadores preferem “morrer lutando do que perecer em casa”, e voltou a afirmar que “seu Exército” não será usado para manter as pessoas em casa, ao reforçar os ataques contra as medidas de restrição de circulação impostas por governadores e prefeitos para conter o avanço da Covid-19.

“Se cada um de nós aqui militares juramos dar a vida pela nossa pátria, vocês que são o grande exército brasileiro darão tudo, até a própria vida, para garantir a liberdade”, disse Bolsonaro a apoiadores em discurso durante inauguração de uma ponte em Rondônia. “Todos nós preferimos morrer lutando que perecer em casa.”

Bolsonaro voltou a chamar o Exército brasileiro de seu, acrescentando agora também as demais Forças –Marinha e Aeronáutica– na lista, para dizer que os militares não serão usados para cumprir medidas de restrição.

“O meu Exército jamais irá as ruas para mantê-los dentro de casa. A minha Marinha, o meu Exército e a minha Aeronáutica jogam dentro das quatro linhas da Constituição”, afirmou.

O presidente disse mais uma vez que tem um decreto pronto para revogar medidas de restrição de circulação baseado no artigo 5º da Constituição, que trata dos direitos e deveres do cidadão, como já havia anunciado esta semana ao criticar, mais uma vez, governadores e prefeitos por medidas de restrição de circulação para conter a pandemia de Covid-19.

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Mas, de novo, Bolsonaro apenas deixou a ameaça no ar, sem confirmar se e quando iria publicá-lo.

“Se baixar um decreto, que já está pronto, todos cumprirão. Por que todos cumprirão? Porque esse decreto nada mais é que a cópia dos incisos do artigo 5º da Constituição que todos nós juramos defendê-la”, afirmou.

Bolsonaro tem usado, de forma deturpada, a garantia do direito de ir e vir, do livre exercício da religião, da profissão e de associação, previstos no artigo da Constituição, para defender que decretos estaduais de fechamento de comércio e de restrição de circulação de pessoas para conter o avanço da Covid-19 são inconstitucionais e estão usurpando poderes federais.

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