Por Lucia Mutikani

WASHINGTON (Reuters) – O aumento dos preços de importação nos Estados Unidos desacelerou em novembro em relação ao mês anterior, em meio a uma moderação nos custos dos produtos petrolíferos, mas as pressões inflacionárias subjacentes de importação permaneceram fortes, com as cadeias de abastecimento ainda problemáticas.

Os preços de importação aumentaram 0,7% no mês passado, após ganho de 1,5% em outubro, informou o Departamento do Trabalho nesta quarta-feira. No acumulado de 12 meses até novembro, os preços saltaram 11,7%, maior alta desde setembro de 2011, após avanço de 11,0% em outubro.

Economistas ouvidos pela Reuters previam preços de importação, que excluem tarifas, em alta de 0,7%.

Os preços do petróleo bruto Brent recuaram de seus picos recentes e ficaram abaixo de 73 o barril na quarta-feira, em meio a sinais crescentes de que o crescimento da oferta vai superar a demanda no próximo ano.

Essa é uma trégua bem-vinda, visto que a inflação continua em alta. Os preços ao consumidor e ao produtor subiram fortemente em novembro. A inflação está sendo alimentada por estímulos fiscais e cadeias de abastecimento globais com problemas derivados da pandemia de Covid-19.

Os preços dos combustíveis importados ganharam 2,0% no mês passado, após dispararem 11,1% em outubro. O preço do petróleo subiu 0,4%, enquanto o custo dos alimentos importados caiu 0,3%.

Excluindo combustíveis e alimentos, os preços de importação aumentaram 0,6%. Essa medida, conhecida como núcleo dos preços de importação, havia subido 0,4% em outubro. Em novembro sobre um ano antes, a alta foi de 5,8%.

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