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Portugueses escolhem presidente em meio ao confinamento por pandemia do novo coronavírus

Crédito:  AFP

Mesário trabalha durante eleições no Parque das Nações, em Lisboa (Crédito: AFP)

Em meio ao rígido confinamento para frear o avanço do novo coronavírus, os portugueses começaram a votar neste domingo (24) para eleger o novo presidente em uma eleição em que o favorito é o presidente em fim de mandato, o conservador moderado Marcelo Rebelo de Sousa.

Os colégios eleitorais abriram às 08h00 (local e GMT) no Continente e na Ilha da Madeira. O resultado será divulgado após o fechamento dos locais de votação no arquipélago dos Açores, às 20h00 GMT.

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Todas as pesquisas projetam uma reeleição do atual chefe de Estado no primeiro turno, logo, a questão é se o candidato da extrema-direita, André Ventura, conseguirá surpreender e chegar no segundo lugar, à frente do ex-eurodeputada socialista Ana Gomes.



Outra das incógnitas é a taxa de participação dos 10,8 milhões de eleitores registrados para esta eleição, em um país que vive há dez dias um segundo confinamento geral como forma de impedir a explosão de casos da covid-19.

Além das lojas e restaurantes, o governo fechou as escolas por quinze dias, enquanto no sábado um novo recorde de casos e mortes foi registrado, aumentando o total desde o início da pandemia para mais de 10.000 mortes.

Com mais de 80.000 novos casos registrados na semana que termina, Portugal ocupa o primeiro lugar no mundo em número de infectados em relação à população, superado apenas pelo enclave britânico de Gibraltar, segundo dados oficiais obtidos pela AFP.

– Evitar um segundo turno –

No seu segundo discurso de campanha, o presidente em fim de mandato convidou os eleitores a votarem nele para evitar um segundo turno marcado para 14 de fevereiro e “evitar que os portugueses prolonguem a eleição por três semanas cruciais” de contenção da epidemia.

“Uma abstenção de 70% é suficiente para um segundo turno ser inevitável”, ressaltou Marcelo Rebelo de Sousa, ex-professor de direito de 72 anos que ganhou fama como comentarista político na televisão.

Na verdade, candidatos e observadores temem que o contexto da saúde, que contribui para o resultado previsível das eleições, contribua para os eleitores permanecerem em casa e alterar as projeções das urnas.

Pelas últimas pesquisas, Rebelo de Sousa aparecia com 58% das intenções de voto, frente a 15% da socialista Ana Gomes e pouco mais de 10% do candidato da extrema-direita André Ventura.

Desde o surgimento da democracia, em 1974, os quatro presidentes que Portugal teve foram eleitos no primeiro turno para um segundo mandato de cinco anos.

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