Degustando Vinhos

Portugal segundo Dirk Niepoort

Crédito: Divulgação

O produtor Dirk Niepoort, cujos vinhos de quatro regiões portuguesas agora chegam ao Brasil pela Grand Cru (Crédito: Divulgação)

Ele é da da quinta geração de uma família de origem holandesa que tem ligações com o vinho Porto desde 1842. Economista formado na Suíça, Dirk Niepoort é um autodidata no vinho e um dos mais aclamados produtores de Portugal. E isso se deve tanto à ousadia quanto ao respeito pelo conhecimento acumulado pelos mais antigos. Sua reputação pode ser confirmada pelas ótimas pontuações de seus rótulos, especialmente os Vintages. O de 1997 obteve 98 pontos da Wine Spectator. Duas décadas depois, o 2017 mereceu 20 pontos da Revista de Vinhos (nota máxima da mais importante publicação portuguesa sobre o tema.

Agora com parte de seu incrível portfólio importado para o Brasil pela Grand Cru, Dirk Niepoort participou de uma degustação virtual com especialistas brasileiros na quarta-feira, dia 1º de julho. Ele falou sobre cinco de seus vinhos que estão à venda no mercado nacional a preços que variam de R$ 129 (caso do Conversa, que traz um curioso rótulo especialmente criado por um cartunista de São Paulo) a R$ 499,90 (o excelente Redoma).

A visão de Dirk sobre o que ele busca nos vinhos que produz em cada região de Portugal é uma aula de humildade. “Portugal é pequenino, mas em termos de vinho é mais interessante que outros países maiores. É um tesouro escondido ”, afirmou. “Trabalhar em distintas regiões é algo que nos ensina muito. No Dão, estamos a aprender tudo. O Douro, que é a região mais bonita do mundo, é também a mais dura para se viver e para trabalhar na vinha. Não é fácil, mas o resultado é fantástico” – prova disso é o Batuta, seu vinho ícone, à venda por R$ 999,90. “A Bairrada, para mim, é o melhor terroir de Portugal. Os vinhos de lá podem se equiparar a um Latour, a um Barolo”. Infelizmente, os vinhos que ele faz na Bairrada só devem chegar ao Brasil no final deste ano.

Segundo Dirk, a “lógica Niepoort” não é fazer o vinho e sim deixar que a natureza trabalhe. “Queremos não influenciar demais. O vinho deve mostrar-se, revelar a si próprio”. Colocar esse conceito em prática é especialmente proveitoso em Portugal. O país é incomparável aos demais por sua grande variedade de castas autóctones, por possuir vinhas antigas e pela variedade de solo e clima das diferentes regiões. A soma desses fatores abre infinitas possibilidades para o vinho. E a melhor maneira de comprovar é abrindo as garrafas.

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