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Portal divulga lista de títulos espanhóis para apresentar ao mercado editorial brasileiro

Crédito: Reprodução/Divulgação

Além de apresentar a seleção anual de títulos, o Ministério da Cultura espanhol oferece concessões para incentivar e promover o conhecimento no Brasil (Crédito: Reprodução/Divulgação)

De olho no potencial do mercado editorial nacional, o Escritório Econômico e Comercial da Embaixada da Espanha em São Paulo, através do ICEX, Espanha Exportação e Investimentos, acabou de lançar a versão 2020 com os títulos espanhóis cujos direitos autorais para o mercado brasileiro estão disponíveis. A lista está no portal New Spanish Books.

Além de apresentar no portal a seleção anual de títulos, de diferentes editoras espanholas, o Ministério da Cultura espanhol oferece concessões para incentivar e promover o conhecimento no Brasil das obras que compõem o patrimônio cultural espanhol, financiando o custo da tradução para a língua portuguesa.

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O Portal NSB 2020, em sua quarta edição brasileira, funciona como um guia, apresentando uma série de livros avaliados e resenhados por uma equipe de especialistas nacionais, que anualmente montam uma lista e títulos a serem divulgados. Esses experts no setor editorial, que mudam a cada ano, possuem diferentes perfis, podendo ser escritores, pesquisadores, professores, divulgadores, críticos, ou editores, mas todos especialistas literários. As decisões, com total independência, são baseadas na experiência e conhecimento da indústria literária e do mercado brasileiro e debatidas em reuniões dos membros do painel.



Para 2020, foram selecionados 19 títulos, divididos por várias categorias. Na categoria Literatura, os escolhidos são Sujeto Eliptico, de Cristian Crusat; Ariel y los Cuerpos, de Sebastià Portell; Mona, de Pola Oloixarac; La Moneda, 11 de Septiembre, de Francisco Aguilera; Pequenas Mujeres Rojas, de Marta Salomó Sanz; Casas Vacias, de Brenda Navarro e La Mala Entranã, de Elena Alonso Frayle. Na categoria Infanto Juvenil, Chester, el Oso Extraterrestre, de Roger Olmos; Amaryllis, de Germán Machalo e Anna Aparicio; Habla la Palabra. La fabulosa Historia de las Letras, los Libros y las Bibliotecas, de Mar Benegas; Yo i el Mundo, de Mireia Trius e Joana Casals; SOS Muenstros Verdaderos, de Marie G.Rodhe; Bajo las Olas, Meritxell Marte e Xavier Salomá e Jo et Llig, tu em Contes, de Jesús Ballaz.

Da lista de Ciências Sociais e Religião constam Hablemos del Suicidio, de Gabiel Gonzalz Ortiz; El Inimigo Conoce el Sistema, de Marta Peirano e FakeYou, de Simona Levi. Os Quadrinhos estão representados por El fantasma de Gaudi, de Jesus Alonso Iglesias e na categoria outros foi selecionado Claves Ecofeministas. Para Rebeldes que Aman a la Tierra y a los Animales, de Alicia H. Puleo.

O Painel 2020 foi formado por: Antonio Esteves (Doutor em Letras pela USP, Livre-Docente em Literatura Comparada pela UNESP-Assis), Livia Deorsola (editora de livros centrada na literatura latinoamericana, publicadora e tradutora), Margarethe Santos (doutora em Literatura Espanhola pela USP, pesquisadora do contexto iberoamericano e escritora), Rodrigo Petronio (doutor em Literatura Comparada pela UERJ, autor, organizador e editor) e Rafael Falasco (editor da Companhia das Letras, colaborador e professor). Além dos membros do painel, outros profissionais relacionados com o setor estiveram envolvidos no desenvolvimento do projeto.
Setor forte

Além de funcionar como uma vitrine para os novos títulos disponíveis para tradução, o site apresenta informações atualizadas sobre o cenário editorial espanhol, eventos literários e outras notícias sobre o setor.

De acordo com o Anuário de Estatísticas Culturais 2018, publicado pelo Ministério de Educação, Cultura e Esporte da Espanha, o setor de livros e imprensa representa 0,59% do Produto Interno Bruto (PIB) espanhol – e 24.4% do PIB relacionado apenas ao setor de atividades culturais. Uma mostra de que, mesmo em uma conjuntura de crise e de forte transformação tecnológica, o setor editorial espanhol continua sólido, forte e com grande capacidade de adaptação.

Tanto que a Espanha figura como uma das principais potências editoriais no mundo, com 80.228 títulos lançados no 2018. Desse total, 97,4% são de primeira edição, apenas 2,6% se referem a reedições. De acordo com a Federação de Editores Europeus, o país é um dos principais mercados daquele continente, tanto em disponibilidade de títulos (está em quinto lugar, atrás de Reino Unido, Itália, Rússia, França).

No universo dos países que falam espanhol, a Espanha lidera, como demonstra o levantamento El livro em cifras, publicado pelo Centro Regional para o Fomento do Livro na América Latina e Caribe (Cerlalc). De acordo com o estudo, o mercado espanhol registra diariamente 218 títulos. Já o conjunto da produção da América Latina fica em 541 títulos por dia – o que representa uma média de 29 títulos por país.

Essa produção contribui para a propagação da língua espanhola. De acordo com o Instituto Cervantes, 7,8% da população mundial, ou 650 milhões de pessoas, falam espanhol. E esse percentual vem aumentando, ao contrário do que ocorre com outros idiomas como o inglês. De acordo com as projeções, em 2050 cerca de 754 milhões de pessoas falarão espanhol.

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