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Popularidade de Boris Johnson cai após escândalo Cummings

Popularidade de Boris Johnson cai após escândalo Cummings

Dominic Cummings defendeu sua viagem durante o confinamento - POOL/AFP

O índice de popularidade de Boris Johnson sofreu a maior queda em uma década para um primeiro-ministro conservador, devido ao escândalo sobre seu influente e polêmico assessor Dominic Cummings, indica uma pesquisa publicada nesta quarta-feira (27).

Enquanto o primeiro-ministro se prepara para enfrentar os ataques da oposição na sessão semanal de perguntas na Câmara dos Comuns, uma pesquisa do instituto YouGov para o jornal The Times mostra que a vantagem dos conservadores sobre os trabalhistas caiu nove pontos em uma semana.

A pesquisa mostra o apoio de 44% dos entrevistados ao partido de Johnson, quatro pontos a menos que na semana passada, e de 38% ao Partido Trabalhista, cinco pontos a mais.

O último líder conservador que viu uma queda tão rápida de sua vantagem foi David Cameron durante a campanha para as legislativas de 2010.

Uma pesquisa do jornal Daily Mail mostra ainda que o índice de aprovação de Johnson caiu de 19% para menos de 1% em apenas alguns dias.

A queda do apoio da opinião pública se soma a uma sensação crescente de rebelião interna a respeito da gestão do escândalo de Cummings: quase 40 deputados conservadores exigiram ele deixe o cargo de “assessor especial” e um secretário de Estado pediu demissão na terça-feira como forma de protesto.

O Executivo defende há vários dias o braço direito do primeiro-ministro. Nesta quarta-feira, o apoio veio do ministro de Governo Local, Robert Jenrick.

“É o momento para que sigamos avançando”, declarou à BBC, insistindo que Cummings não infringiu, como é acusado, as regras de confinamento impostas pelo governo em 23 de março.

Cummings fez uma viagem de 425 quilômetros de carro, de Londres a Durham, nordeste da Inglaterra, no momento mais grave da crise do coronavírus, com a esposa e o filho de quatro anos.

Sob forte pressão durante o fim de semana, Cummings explicou na segunda-feira que, temendo estar infectado pela COVID-19, os três seguiram para a casa de seus pais em Durham porque precisavam de pessoas para cuidar do filho.

As viagens estavam proibidas naquele momento e os britânicos ainda não têm autorização para visitar suas famílias.

Cummings, que recebeu o apoio de Johnson, não disse que se arrependeu nem pediu desculpas. Ele também afirmou que não considera pedir demissão.

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