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Policial morto após ataque ao Capitólio sofreu derrame cerebral, diz legista

Policial morto após ataque ao Capitólio sofreu derrame cerebral, diz legista

Polícia repele simpatizantes do então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que invadiram o Capitólio em 6 de janeiro de 2021 - AFP

O policial que morreu no ataque ao Capitólio dos Estados Unidos por apoiadores do então presidente Donald Trump sofreu dois derrames cerebrais, segundo um relatório de autópsia divulgado nesta segunda-feira (19).

Brian Sicknick foi uma das cinco pessoas, e o único policial, que morreu em conexão direta com a revolta de 6 de janeiro, quando centenas de partidários de Trump invadiram a sede do Congresso em Washington com o objetivo de impedir a certificação da vitória eleitoral do presidente Joe Biden.

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Inicialmente, acreditava-se que Sicknick, de 42 anos, havia sido atingido por um extintor de incêndio. Relatórios posteriores relacionaram sua morte a produtos químicos como spray de pimenta ou para espantar ursos.

No entanto, de acordo com o gabinete do médico forense chefe da cidade de Washington, Francisco Diaz, a morte ocorreu por causas “naturais”.

Sicknick foi borrifado com uma substância química por volta das 14h20, durante os distúrbios. Às 22h, desmaiou no Capitólio e foi levado ao hospital. Ele faleceu quase 24 horas depois, enquanto estava internado. O relatório não estabeleceu qualquer ligação entre o spray e o colapso de Sicknick.

Diaz disse ao The Washington Post que não havia evidências de que o policial teve uma reação alérgica aos produtos químicos, nem exibiu quaisquer outras lesões internas ou externas. Porém, Díaz esclareceu que o ocorrido teve impacto na sua morte.

Em 15 de março, as autoridades dos EUA acusaram dois homens pelo incidente: Julian Khater, de 32 anos, e George Tanios, de 39. Eles enfrentam nove acusações, incluindo “agressão a um policial com uma arma perigosa”, mas não foram indiciados por homicídio culposo.

Acusado de “incitar a insurgência” contra a Câmara dos Representantes, Trump foi absolvido pelo Senado após um julgamento de impeachment em fevereiro.

Nos dias que se seguiram ao ataque, dois membros da Polícia do Capitólio cometeram suicídio.

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