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Polícia inclui advogado na lista de desaparecidos no desabamento no centro

Um advogado de 40 anos foi incluído na lista de desaparecidos no desabamento do Edifício Wilton Paes de Almeida, no Largo do Paiçandu, centro de São Paulo, ocorrido no dia 1º. Alexandre de Menezes já vinha sendo procurado por familiares, mas uma informação, depois desmentida pela Polícia Civil, de que ele teria sido visto após a tragédia atrasou a constatação do desaparecimento.

Menezes vivia há pelo menos dois anos no décimo andar do edifício. Assim que o prédio caiu, sua irmã procurou a Polícia Civil para relatar o sumiço.

Segundo o delegado seccional do centro, Marco Antonio de Paula Souza, a mulher contou que “religiosamente, todos os domingos, ele se encontrava com a avó na Estação República. Ela pegava sua sacola de roupas sujas e entregava uma com roupas limpas”, disse. A idosa, de 80 anos, também dava algum dinheiro ao homem e, mensalmente, entregava os R$ 160 que ele pagava para viver na ocupação do antigo prédio da Polícia Federal. A dúvida virou certeza no domingo seguinte ao desastre, quando ele não compareceu ao encontro.

Entretanto, entre os diversos depoimentos de ex-moradores coletados pela polícia, um dos sobreviventes afirmou acreditar que teria visto o advogado após o acidente. Por isso, a confirmação do desaparecimento não ocorreu de imediato.

Mas, ao investigar o caso, os policiais constataram que Menezes não havia recebido nenhum atendimento do poder público, não estava no Largo do Paiçandu nem havia sido acolhido nos albergues municipais. Eles encontraram uma companheira de Menezes, uma peruana com quem ele havia vivido junto em outra ocupação da cidade, no prédio do Cine Marrocos, a um quarteirão do Wilton Paes de Almeida. Ela confirmou o desaparecimento. “Ela nos disse que era muito amiga dele e que, se ele estivesse vivo, já a teria procurado”, afirmou o delegado. Ela disse ainda que o advogado vinha consumindo álcool em excesso, mas que certamente estava no prédio na hora do incêndio que antecedeu o desabamento.

A Polícia Civil solicitou que a mãe e a irmã de Menezes cedessem material genético para tentar auxiliar na comparação entre o DNA delas com a restos mortais já retirados dos escombros. O material passará por análise.

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