Economia

Pix, sistema de pagamentos do BC, será aberto em outubro, diz Campos Neto

Crédito: Marcos Corrêa/PR

Roberto Campos Neto é o presidente do Banco Central brasileiro (Crédito: Marcos Corrêa/PR)

O Banco Central vai liberar um sistema de pagamentos instantâneos em outubro, segundo o presidente da instituição, Roberto Campos Neto. O Pix, nome dado ao sistema, vai intermediar o pagamento de uma pessoa para a outra de forma imediata, sem estar submetido às regras de bancos tradicionais, por exemplo, através de um QR Code.

Campos Neto participou de uma live promovida pelo jornal Valor Econômico na manhã desta quarta-feira (22) e comentou que o BC antecipou um passo da abertura do Pix, já que a previsão inicial era de lançar o sistema em novembro.

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Com isso, as pessoas poderão indicar como vão querer se identificar no sistema. Elas vão registrar a conta bancária de transferência e apontar se vão preferir o reconhecimento através do CPF, nome pessoal, e-mail, ou telefone.

“A nossa estreia seria em novembro, mas vamos fazer um processo já em outubro, antecipando um passo dessa abertura. As pessoas podem entrar e se cadastrar e indicar como querem ser identificadas no sistema”, comentou Campos Neto. Ele sinalizou que a abertura oficial do Pix no mês seguinte, desta maneira, já aconteça de forma mais “robusta”.

Pix vai intermediar transações todos os dias da semana

Um dos atrativos do Pix é que as transações poderão acontecer todos os dias da semana, incluindo finais de semana e feriados, sem custos adicionais – como acontece em algumas operações bancárias que são cobradas – e em qualquer momento do dia.

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“Vai ser instantâneo e interoperável, e aberto. E aí você passa a ter uma plataforma onde todos os serviços financeiros serão abertos, mas a forma de pagamento e de trocar valor pelos serviços é instantânea e interoperável”, complementou Campos Neto.

A ideia do BC é criar, no futuro, uma moeda digital. Para que isso aconteça será necessário que reformas de simplificação do real passem no Congresso Nacional e que o sistema do Pix se mostre seguro.

“São três vetores: open banking e tem o Pix, então você tem o aberto, interoperável e instantâneo e tem uma moeda mais globalizada, mais simplificada e mais conversível. Nossa ideia é que isso, lá na frente, culmine com uma moeda digital quando todos os programas se encontrarem”, apontou Campos Neto.

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