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Pix ganha adeptos e cai na mira de ladrões; saiba se proteger

Crédito: Divulgação / Banco Central

Criado pelo Banco Central, o Pix atende demandas urgentes, mas é preciso cuidado para não cair em fraudes (Crédito: Divulgação / Banco Central)

Uma das maiores revoluções recentes nos meios de pagamentos, o Pix avança cada vez mais no gosto do brasileiro e pode, inclusive, se tornar identidade digital, como acredita o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que expressou essa visão nesta semana. Apesar de ser considerado seguro, é necessário muito cuidado para evitar fraudes e atividades ilegais envolvendo seu nome e seu dinheiro nas transferências com o Pix.



Até o momento mais de 206 milhões de chaves já foram cadastradas pelos bancos no sistema de operações financeiras do Banco Central e o tíquete médio das operações chega a R$ 750, segundo dados do BC. Em menos de seis meses de existência, o Pix já representa 8 em cada 10 transferências e fez os tradicionais DOCs e TEDs virarem fumaça.

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Aí é que entram os ladrões: a popularidade do sistema atrai cada vez mais criminosos.

Tipos de golpes

  • Um dos golpes comuns utiliza links falsos em e-mails ou mensagens de texto simulando um pedido de cadastro de chave Pix no banco. O cliente acessa aquele link e é direcionado para uma página falsa, onde as informações serão roubadas.

“Recomendamos ao público em geral nunca clicar em links desconhecidos e não compartilhar dados pessoais ou códigos de verificação. Em caso de dúvidas, procure os canais de atendimento da instituição na qual você vai usar o Pix”, disse por nota Tom Canabarro, CEO e cofundador da Konduto, sistema antifraude para e-commerces e pagamentos digitais.



  • Outro caminho usado pelos criminosos é a aplicação de fraudes usando o WhatsApp, clonando informações de outras pessoas e roubando dinheiro de contatos próximos. O estorno do Pix não é tão simples quanto o cancelamento de uma transferência comum e os bancos estão dando pouco suporte aos clientes nesses casos. Por isso, cuidado ao clicar em links suspeitos, ou responder mensagens de pessoas no WhatsApp.

“Diferentemente do cartão de crédito, onde há a possibilidade de estorno, com o Pix é bem mais complexo. Sendo assim, é imprescindível checar todos os dados antes de concluir a transferência e, no caso de compras on-line, checar a reputação do site”, afirma Canabarro.

Meus limites Pix

Pensando em controlar esses roubos, o BC criou uma ferramenta que limita o dinheiro transferido em operações com o Pix. É o “Meus Limites Pix”. Com a nova ferramenta, os pedidos de redução de limites são acatados instantaneamente pelas instituições participantes.

Nas solicitações feitas pelos clientes para aumentar o limite dentro do horário útil bancário (das 6h às 20h), as instituições terão até uma hora para avaliação e resposta. Nos pedidos de elevação de limite feitos fora do horário útil (das 20h às 6h), as instituições poderão responder à solicitação ao longo da próxima hora útil subsequente.

Atualmente, o limite máximo oferecido pelos participantes do Pix para transações dentro do horário útil é igual ao existente para transações via TED. Fora do horário útil segue o limite de compra disponibilizado para o cartão de débito.


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