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Piloto processa Boeing por suspensão do modelo 737 Max

Em ação nos EUA, profissional não identificado afirma que a fabricante “demonstrou indiferença imprudente e desconsideração consciente ao público que utiliza o transporte aéreo”

Piloto processa Boeing por suspensão do modelo 737 Max

Um piloto não identificado está processando a Boeing por possíveis danos psicológicos causados pelos incidentes do 737 Max, modelo envolvido em duas quedas fatais em outubro de 2018 e março deste ano e que resultaram em 346 mortos. Segundo a CNN, o profissional afirma que a fabricante “demonstrou indiferença imprudente e desconsideração consciente ao público que utiliza o transporte aéreo.”

O processo foi aberto na última sexta-feira (21), em Cool County, Illionois, sede da Boeing em Chicago. O 737 Max está suspenso em todo o mundo há mais de três meses, enquanto a maior fabricante de aviões dos EUA tenta convencer as autoridades de que o modelo voltou a ser seguro após uma série de reparos. Não há previsão para o retorno das operações, apesar de alguns analistas acreditarem que possa ocorrer em meados de agosto.

Na ação, o piloto afirma que a suspensão do modelo causa perda salarial, entre outros danos “econômicos e não econômicos”. Identificado como Piloto X para evitar represálias, o profissional diz que a obrigação de pilotar o 737 no período entre o último acidente e a suspensão das operações criou um “estresse emocional severo” ao ser obrigado a colocar a sua vida, a dos passageiros e da tripulação em perigo.

A ação é apresentada como um processo coletivo, afirmando que centenas de pilotos da companhia aérea não identificada podem participar, apesar de apenas um profissional tenha sido apontado como o autor. O processo também não especifica o montante que será pedido como indenização e afirma que o valor será determinado no julgamento, mas que deve ser o suficiente para “impedir que a Boeing e outras fabricantes de aviões coloquem lucros corporativos à frente das vidas dos pilotos, tripulações e do público.”

Este é apenas mais um entre as dezenas ou centenas de embates judiciais que a Boeing deve enfrentar nos próximos meses pelas quedas e suspensões do 737 Max. Diversas companhias aéreas já anunciaram que irão processar a empresa e pedem reparações para os prejuízos causados pela proibição do uso do modelo.

 

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