Tecnologia

Philips espera recuperação de problemas na cadeia de suprimentos

Por Bart H. Meijer

AMSTERDÃ (Reuters) – A empresa de tecnologia em saúde Philips disse nesta segunda-feira que espera que as vendas se recuperem fortemente no segundo semestre, mas que um declínio acentuado devido à escassez global de peças deve persistir nos próximos meses.



A companhia holandesa alertou no início deste mês que os problemas da cadeia de suprimentos afetariam o lucro e que um recall de respiradores precisava ser expandido, fazendo com que suas ações caíssem mais de 15%, no pior dia em décadas.

“Esperamos começar o ano com um declínio de vendas, seguido por uma recuperação e forte segunda metade do ano”, disse o presidente-executivo, Frans van Houten, em comunicado.

Isso deve levar a um crescimento entre 3% e 5% nas vendas comparáveis ​​em 2022, com melhora de 40 a 90 pontos base no Ebitda, acrescentou.

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O crescimento geral será limitado pela unidade de sono e cuidados respiratórios, que está trabalhando no recall de aparelhos de auxílio respiratório lançados no ano passado, em meio a temores de que um tipo de espuma usado nos dispositivos possa se degradar e se tornar tóxico.

O crescimento, excluindo esta unidade, deve ser de 5% a 6%, disse Van Houten.

A Philips reservou 725 milhões de euros para reparar e substituir cerca de 5 milhões de dispositivos em todo o mundo, mas essa quantia não cobre os possíveis custos de litígio, com a empresa enfrentando mais de uma centena de ações coletivas. Os temores de uma grande conta de sinistros já reduziram em cerca de 15 bilhões de euros do valor de mercado da Philips nos últimos nove meses.

A empresa disse que suas vendas comparáveis ​​cederam 10% no quarto trimestre, enquanto o Ebitda ajustado caiu 35%, a 647 milhões de euros, em linha com números prévios divulgados em janeiro.