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PF mira quadrilhas que fraudaram R$ 10 milhões do Auxílio Emergencial

Crédito: Marcelo Camargo / Agência Brasil

A PF suspeita de tentativa de obstrução da extradição do dono do canal Terça Livre (Crédito: Marcelo Camargo / Agência Brasil)

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira, 24, as Operações Vida Fácil I e Vida Fácil II para investigar fraudes de cerca de R$ 10 milhões de reais em pagamentos do Auxílio Emergencial. De acordo com os investigadores, os líderes dos grupos criminosos sob suspeita ‘criminosos ostentavam alto padrão de vida, adquirindo veículos de luxo e imóveis’.

Um efetivo de 210 agentes cumpre 17 mandados de prisão preventiva e vasculha 54 endereços das cidades de Araçatuba, Bauru, Marília, Birigui, São José do Rio Preto (SP), Anápolis (GO) e Maringá (PR). As ordens foram expedidas pela 2ª Vara da Justiça Federal de Araçatuba.



Além das buscas e prisões, a Justiça Federal ainda decretou o bloqueio de bens e valores dos investigados para ‘garantir a restituição dos valores desviados para os cofres públicos’.

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De acordo com a PF, as investigações tiveram início após a unidade da corporação no interior paulista receber informações da Unidade de Repressão às Fraudes ao Auxílio Emergencial da PF em Brasília, apontando que vários indivíduos foram identificados em diversos auxílios emergenciais fraudados.

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A unidade de repressão em questão atua com informações provenientes de um banco de dados que reúne informações estratégicas utilizadas em ação conjunta com outros órgãos, como Ministério Público Federal, Ministério da Cidadania, Caixa Econômica Federal, Controladoria-Geral da União, Tribunal de Contas da União e Receita Federal.

As investigações apontam que duas organizações criminosas especializadas na prática de furto, mediante fraude, do benefício assistencial, com base na cidade de Birigui – também no interior paulista – estavam agindo não só na região de Araçatuba, mas também em outros Estados, diz a PF.


A corporação indicou que os presos serão indiciados pelos crimes de furto, mediante fraude, praticados por meio de dispositivo eletrônico ou informático, e associação criminosa. Caso condenados, eles estarão sujeitos à pena máxima de até a 16 anos de reclusão, diz a PF.

Segundo os investigadores, os nomes das operações, ‘Vida Fácil I e Vida Fácil II’, fazem alusão ‘ao comportamento dos investigados que, sem apresentar vínculos de trabalho lícito e por meio de fraudes e desvios de benefícios assistências, objetivavam desfrutar de uma Vida Fácil, com aquisição de bens de alto valor agregado’.