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PF e MPF abrem investigações sobre compra de vacinas por empresários

PF e MPF abrem investigações sobre compra de vacinas por empresários

Cerca de 50 pessoas teriam comprado o imunizante por conta própria e sem repassar as doses ao Sistema Único de Saúde (SUS), como determina a lei.

O Ministério Público Federal (MPF) e a Superintendência da Polícia Federal (PF) em Minas Gerais e irão investigar a suposta compra de doses de vacina da Pfizer contra covid-19 por um grupo de empresários e políticos do Estado.

O caso foi denunciado por reportagem da revista “piauí”. Cerca de 50 pessoas teriam comprado o imunizante por conta própria e sem repassar as doses ao Sistema Único de Saúde (SUS), como determina a lei.

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O procedimento no MPF tramitará sob sigilo. De acordo com o órgão, se os fatos forem confirmados, podem indicar, além de violação à legislação vigente, a ocorrência de crimes relacionados à importação ilegal do medicamento. Em 10 de março, o presidente Jair Bolsonaro sancionou lei que autoriza a compra de imunizantes pela iniciativa privada, desde que sejam doados para o SUS, até que toda a população do grupo de risco seja vacinada. Após essa etapa, metade do que for adquirido pode ficar com o setor privado e deve ser aplicado gratuitamente.

Em nota, a Pfizer negou que tenha vendido sua vacina contra covid-19 no Brasil fora do âmbito do Programa Nacional de Imunização (PNI). A empresa disse ainda que as doses da Comirnaty, que teria sido aplicada em Belo Horizonte, ainda não estão disponíveis em território brasileiro.

Não está claro como os empresários tiveram acesso ao produto nem se eles realmente foram imunizados com a vacina da Pfizer. A PF investiga a possibilidade de as vacinas terem vindo para o país por meio de contrabando. Entre os empresários que articularam a compra, estariam nomes ligados ao setor de transporte de Minas Gerais. De acordo com a revista, as duas doses necessárias para a imunização de cada uma das pessoas custaram R$ 600.

A aquisição da vacina da Pfizer teria sido organizada pelos irmãos Rômulo e Robson Lessa, donos da viação Saritur.

O suposto vídeo das doses sendo aplicada viralizou nas redes sociais.

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