Finanças

Petróleo sobe, com câmbio e dificuldades na negociação entre Irã e potências

Os contratos futuros de petróleo oscilaram perto da estabilidade no início do dia, mas ganharam impulso e fecharam em alta nesta segunda-feira, 21. Além da ajuda do dólar mais fraco, a commodity foi beneficiada pelas dificuldades nas negociações entre o Irã e potências, o que pode dificultar o retorno de mais barris do país persa aos mercados, com a perspectiva para a demanda também no radar.

O petróleo WTI para agosto fechou em alta de 2,57% (US$ 1,83), em US$ 73,12 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para o mesmo mês subiu 1,89% (US$ 1,39), a US$ 74,90 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE).

No câmbio, o dólar mais fraco, em meio a discursos do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), tornou a commodity mais barata para os detentores de outras moedas. Além disso, a eleição de Ebrahim Raisi como presidente do Irã e o avanço modesto nas negociações sobre o acordo nuclear com as potências impactam positivamente o preço do petróleo, avalia o Brown Brothers Harriman, já que “provavelmente” isso reduzirá a oferta da commodity iraniana aos mercados globais.

O Commerzbank lembra que Raisi já fez críticas públicas ao acordo nuclear entre o Irã e as potências, mas complementa que seu governo se beneficiaria dele, com a perspectiva da retirada de sanções econômicas. Para o banco alemão, um governo Raisi não deve trazer melhora na segurança do Oriente Médio, o que tende a apoiar o preço da commodity no médio prazo.



Para a Rystad Energy, por sua vez, o avanço no petróleo no início da semana se apoia nas altas expectativas de uma recuperação rápida da demanda de petróleo e na sua valorização no mercado internacional. “Com o crescimento da demanda, enquanto a produção dos EUA não aumentar o suficiente para preencher o vazio de oferta, a dinâmica deve permanecer alta para os preços neste verão no hemisfério norte”, afirma a analista Louise Dickson. Para ela, o cenário está se dando de modo “perfeito para que a Opep+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo e Aliados) volte como salvadora para o mercado e aumente a produção depois de julho”.

A Capital Economics diz estar otimista com a perspectiva para a demanda pelo petróleo, com o avanço na vacinação contra a covid-19 e a reabertura das economias. A consultoria afirma em relatório esperar, porém, também um aumento na produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) e dos EUA nos próximos “dezoito meses ou mais”, o que provocará um excesso de oferta no mercado. Com isso, ela projeta que o Brent atingirá um pico de US$ 75 o barril no terceiro trimestre deste ano, mas estará em US$ 60 no fim de 2021 e em US$ 55 o barril por volta do fim de 2023.

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