Finanças

Petróleo sobe com acordo EUA-China no radar e corte na previsão de oferta da AIE

Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta nesta quinta-feira, 12, influenciados pelas notícias positivas de que um acordo comercial preliminar entre Estados Unidos e China estaria mais próximo. Os preços da commodity já apresentavam elevação moderada após a Agência Internacional de Energia (AIE) cortar sua previsão de crescimento da oferta de petróleo fora da Opep para 2020, em 200 mil barris por dia (bpd).

O petróleo WTI para janeiro fechou em alta de 0,71%, a US$ 59,18 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para fevereiro subiu 0,75%, a US$ 64,20 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE).

Os contratos futuros de petróleo ganharam força com as declarações otimistas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a chance de um acordo com a China. “Estamos muito próximos de um grande acordo com a China”, escreveu Trump no Twitter.

Antes, o Wall Street Journal noticiou, com base em relatos de fontes, que Washington ofereceu a Pequim o cancelamento de uma rodada de aumento tarifário e a remoção de tarifas existentes em até 50% sobre US$ 360 bilhões em bens chineses.

Também hoje, bem mais cedo, a Agência Internacional de Energia (AIE) divulgou relatório mensal em que reduz sua previsão de avanço na oferta de petróleo fora da Opep para 2020, em 200 mil barris por dia (bpd), para 2,1 milhões de bpd. Contudo, a agência ainda espera que os estoques mundiais tenham expansão de 700 mil bpd nos primeiros três meses do próximo ano.

A AIE atribuiu seu corte na projeção à produção menor de integrantes da Opep+ e também a uma perspectiva de crescimento mais fraco no Brasil, em Gana e nos Estados Unidos).

Em relatório, o Commerzbank afirma que ainda há otimismo no mercado ainda em relação aos cortes de produção da Opep +, acordados no final da semana passada, que impedirão um excesso de oferta no mercado de petróleo.

“Esse otimismo também foi impulsionado pelo relatório mensal da Opep publicado ontem, em que acredita que o mercado de petróleo ficará equilibrado no ano que vem, se compararmos a média anual da Opep com a atual produção dela. A OPEP prevê um excesso de oferta no primeiro semestre de 2020, no entanto, sublinha a necessidade de cortes adicionais na produção que foram acordados”, avalia o banco alemão.

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