Agronegócio

Petróleo fecha quase estável; dólar mais fraco compensa temor com demanda

Petróleo fecha quase estável; dólar mais fraco compensa temor com demanda

Bombeamento de petróleo no condado de Loving, Texas (EUA)

Por Scott DiSavino

NOVA YORK (Reuters) – Os preços do petróleo fecharam esta quinta-feira praticamente estáveis, com a desvalorização do dólar e as altas nos mercados acionários compensando os movimentos negativos vistos no início da sessão, diante de um grande aumento nos estoques de gasolina dos Estados Unidos e da demanda reprimida frente aos níveis pré-pandemia.

Os contratos futuros do petróleo Brent avançaram 0,04 dólar, ou 0,1%, para 63,20 dólares por barril, enquanto o petróleo dos EUA (WTI) apurou queda de 0,17 dólar, ou 0,3%, a 59,60 dólares o barril.

“Os preços do petróleo estão lutando para encontrar uma direção, já que as pressões de curto prazo representadas pela Covid-19 estão sendo compensadas pelo dólar muito mais fraco”, disse Edward Moya, analista de mercado sênior da OANDA em Nova York.

O dólar atingiu uma mínima de duas semanas ante uma cesta de moedas, acompanhando a queda nos rendimentos dos Treasuries, após dados indicarem um inesperado aumento nos pedidos semanais de seguro-desemprego nos EUA.

O dólar desvalorizado torna o petróleo mais barato para detentores de outras moedas, o que costuma dar impulso às cotações da commodity.

O S&P 500, enquanto isso, cravou uma nova máxima recorde, e o Nasdaq operava nos maiores níveis em sete semanas, apoiado por ganhos em ações relacionadas à tecnologia, um dia após o Federal Reserve reiterar a promessa de seguir “ultra dovish” até que a recuperação econômica esteja mais garantida.

Por outro lado, os estoques de gasolina dos EUA tiveram alta semanal de 4 milhões de barris, para pouco mais de 230 milhões de barris, à medida que refinarias aceleram produção antes da temporada de viagens no verão local, disse a Administração de Informação sobre Energia (AIE) na véspera.

(Reportagem adicional de Shadia Nasralla, em Londres, e Aaron Sheldrick, em Tóquio)

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