Finanças

Petróleo fecha em queda, por temores com coronavírus

Os contratos futuros de petróleo fecharam em baixa nesta segunda-feira, com o WTI abaixo de US$ 50, no menor nível em mais de um ano. As cotações ficaram pressionadas pelos temores em relação à dimensão do impacto do surto de coronavírus na demanda da China, além da percepção de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) não tem um cronograma definitivo para novos cortes na produção.

O petróleo WTI para março caiu 1,49%, a US$ 49,57 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), o menor patamar desde 7 de janeiro de 2019. Já o Brent para abril teve baixa de 2,2%, a US$ 53,27 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE).

O surto de coronavírus continua a figurar no radar dos investidores. Hoje, a Organização Mundial da Saúde (OMS) atualizou o número de pessoas infectadas na China para 40.235, com 909 mortes. No resto do mundo, são 309 casos em 24 países, com uma morte nas Filipinas.

Para o analista de commodities da Schneider Electric, Robbie Fraser, ainda não está clara a proporção do impacto da epidemia no mercado de petróleo. “Se o surto continuar a ser um fator na segunda metade do ano, ele poderia não só acabar com o aumento da demanda da China por petróleo, mas também reduzir as expectativas pelo crescimento da demanda global em mais de 50%”, estima.

Diante desse quadro, um comitê técnico da Opep decidiu, na semana passada, recomendar a extensão dos cortes adicionais na produção de petróleo até o fim de 2020, de acordo com comunicado publicado no site da entidade. O comitê também sugeriu uma redução maior nas ofertas até o segundo trimestre deste ano. A nota, no entanto, não especifica um cronograma nem a dimensão dos cortes.

Também na semana passada, a Opep+ havia sugerido uma dedução de 600 mil barris por dia, mas a Rússia disse que precisaria de mais tempo para decidir se aceitaria o acordo. Na avaliação do Commerzbank, a relutância dos russos adia a decisão definitiva para a reunião de março do cartel. “Dito isso, esperamos que o preço do petróleo se estabilize em médio prazo se a Opep concordar nos cortes adicionais”, ponderou o banco em relatório.

(Com informações da Dow Jones Newswires)

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