Finanças

Petróleo fecha em queda de mais de 1% após AIE reduzir previsão para demanda

Os contratos futuros de petróleo fecharam em queda de mais de 1% nesta quinta, 13, após a Agência Internacional de Energia (AIE) reduzir, mais uma vez, suas previsões para a demanda pela commodity para este ano e o próximo. A informação de que os pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos ficaram abaixo de 1 milhão pela primeira vez desde março chegou a fornecer alívio às cotações, mas a cautela acabou prevalecendo.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o WTI para setembro cedeu 1,01%, a US$ 42,24 o barril, depois de ter atingido o maior valor em cinco meses ontem. Na Intercontinental Exchange (ICE), o Brent para outubro perdeu 1,03%, a US$ 44,96 o barril.

A AIE estima que a queda na demanda de petróleo em 2020 será de 8,1 milhões de barris por dia, a 91,1 milhões de bpd. “Neste relatório, reduzimos nossa previsão para 2020 em 140 mil bpd, a primeira diminuição em vários meses, refletindo a paralisação da mobilidade, pois o número de casos de covid-19 permanece alto, assim como a fraqueza no setor de aviação”, justificou a instituição, em relatório.

O analista Christin Redmond, da Schneider Electric, explica que a revisão influenciou negativamente as cotações do petróleo na sessão de hoje. “As reduções (nas previsões) resultaram principalmente de perdas na demanda por viagens aéreas, que foram mais profundas do que as estimativas anterior da agência sugeriam”, analisa.

Algumas horas após a divulgação do relatório, os contratos da commodity receberam algum apoio, com perspectivas positivas para a economia americana. O Departamento do Trabalho dos EUA divulgou que o número de pedidos de auxílio-desemprego no país registrou queda de 228 mil na semana encerrada em 8 de agosto, para 963 mil. O indicador estava na casa dos milhões desde março, quando os efeitos mais graves da pandemia começavam a ser sentidos.

Para o Julius Baer, apesar da sessão negativa hoje, o horizonte de curto prazo para o mercado de petróleo é positivo. “A demanda está se recuperando e está quase de volta ao normal em várias regiões, enquanto a produção está reprimida em alguns lugares”, avalia. (COM INFORMAÇÕES DA DOW JONES NEWSWIRES)

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