Finanças

Petróleo fecha em queda, com revisão de previsões de Opep e DoE

Os contratos futuros do petróleo fecharam em baixa, em dia de farto noticiário para o setor, com divulgação de relatórios da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), do Departamento de Energia (DoE) dos EUA e da Agência Internacional de Energia (AIE).

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do petróleo WTI com entrega prevista para novembro caiu 0,25% (US$ 0,20), a US$ 80,44, enquanto o do Brent para dezembro recuou 0,29% (US$ 0,24), a US$ 83,18, na Intercontinental Exchange (ICE).

O petróleo operou no negativo durante a maior parte do pregão. Em relatório mensal divulgado nesta quarta, a Opep reduziu sua previsão de alta na demanda global pelo óleo em 2021, para 5,8 milhões de barris por dia (bpd). O corte na projeção foi justificado pela demanda abaixo do esperado nos primeiros nove meses deste ano.

No quarto trimestre, porém, a expectativa é de que haja uma demanda sólida, especialmente com a crise energética que atinge diversas partes do globo. A Capital Economics diz esperar um crescimento firme da demanda para o período e que o mercado permaneça com um “pequeno déficit” na oferta.



“No entanto, nossas projeções de queda nos preços do gás e do carvão e maior oferta de óleo apontam para um superávit do mercado em 2022”, diz a analista Caroline Bain.

Para o próximo ano, a Opep manteve sua previsão de alta na demanda global em 4,2 milhões de bpd, para 100,8 milhões de bpd.

Nos EUA, por sua vez, o DoE elevou a projeção da demanda global por petróleo em 2021, em 90 mil bpd, para 5,05 milhões de bpd. Para 2022, a projeção foi reduzida em 150 mil bpd, para 3,48 milhões de bpd. De acordo com a Reuters, a Casa Branca tem dialogado com produtores de petróleo e gás no país sobre como o setor pode ajudar a reduzir os crescentes custos de combustíveis. Para Capital Economics, com as altas recentes nos preços do petróleo e do gás natural, “grandes ganhos adicionais” são esperados para a inflação nos próximos meses.

Nesta quarta, o diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, afirmou que há um risco iminente de haver mais turbulência nos mercados globais de energia. A análise consta do relatório World Energy Outlook 2021, divulgado nesta quarta-feira, que o progresso que os países têm feito para a transição energética ainda é “muito lento”.

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