Finanças

Petróleo fecha em queda, após aumento nos estoques dos EUA

Os contratos futuros de petróleo fecharam em baixa, nesta quarta-feira, 11. A commodity recuou influenciada pelo avanço nos estoques dos Estados Unidos na última semana, com investidores deixando em segundo plano as projeções da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) para o setor.

O petróleo WTI para janeiro fechou em queda de 0,81%, em US$ 58,76 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para fevereiro recuou 0,96%, a US$ 63,72 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE).

Os contratos já mostravam sinal negativo no início do dia, após o American Petroleum Institute (API) estimar um aumento nos estoques dos EUA na última semana. No meio do dia, o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) divulgou o dado oficial, o que aprofundou o movimento.

O DoE afirmou que os estoques dos EUA aumentaram 822 mil na última semana, quando analistas ouvidos pelo Wall Street Journal previam recuo de 2,8 milhões de barris. Os estoques de gasolina e destilados avançaram bem acima do esperado, enquanto a produção média diária recuou a 12,8 milhões de barris.

Após o dado, os contratos passaram a cair mais. Nesse quadro, ficou em segundo plano o relatório da Opep. O cartel manteve sua projeção de avanço na demanda global em 2019 em 980 mil barris por dia. Para 2020, a Opep prevê que a demanda mundial por petróleo aumente 1,08 milhão de barris por dia, também em linha com o projetado no mês passado.

Em relatório nesta quarta-feira, a Capital Economics prevê que a Opep continue a produzir dentro de sua nova cota, que vence em março de 2020, após o acordo recente fechado com seus aliados que formam o grupo chamado Opep+.

A consultoria acredita, contudo, que a Arábia Saudita assumirá a maior parcela nesse pacto. O ING, por sua vez, sustenta que, após o acordo da Opep+, o foco no mercado deve recair sobre as negociações comerciais, particularmente a data de 15 de dezembro, prazo em que entrará em vigor uma nova elevação de tarifas dos EUA a produtos da China, caso os dois países não cheguem a um acordo até lá.

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