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Petróleo fecha em baixa, em correção após 5 altas consecutivas

Os contratos futuros de petróleo fecharam em baixa nesta sexta-feira, encerrando uma semana de avanços, na qual o mercado foi influenciado pelas tratativas por questões nucleares entre potências globais e o Irã. A commodity chegou a operar em alta durante o dia, com as perspectivas para a retomada na demanda impulsionando o mercado. Mas os preços sofreram correção ao final do dia, depois de ter cinco avanços consecutivos.

O barril do petróleo WTI com entrega prevista para julho fechou com baixa diária de 0,79% (-US$ 0,53), e alta semanal de 4,31%, a US$ 66,32, na New York Mercantile Exchange (Nymex).



Já o Brent para agosto caiu 0,69% nesta sexta-feira (-US$ 0,48) e avançou 3,01% na semana, a US$ 68,72 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE).

O petróleo chegou a operar em alta, impulsionado por “dados econômicos e apetite por risco de investidores” no mercado, aponta o Commerzbank. “As preocupações com a demanda por causa da pandemia estão dando lugar ao otimismo em vista do rápido retorno dos consumidores”, indicou o banco alemão.

Sobre as tratativas nucleares, o Commerzbank aponta que “as exportações de petróleo iraniano não devem retornar tão cedo”.

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O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã diminuiu as expectativas de que qualquer avanço será alcançado em breve nas negociações que estão atualmente em andamento em Viena, indicou o banco alemão.

O mercado de petróleo observa ainda as questões relativas a metas ambientais das maiores empresas do setor, especialmente depois que investidores ativistas ganharam assentos na Exxon Mobil. Além disso, um tribunal europeu decidiu que a Royal Dutch Shell terá de reduzir suas emissões líquidas de carbono em 45% até 2030, em comparação com os níveis de 2019.


“Essas ações representam uma mudança substancial no cenário para as empresas de petróleo, que anteriormente prevaleciam nos tribunais, e em grande parte afastam votos significativos dos acionistas, em questões relacionadas ao clima”, avalia a Moody’s, sugerindo possíveis aumentos de “risco”.

O número de poços e plataformas de petróleo em atividade nos Estados Unidos avançou 3 na última semana, a 359, informou nesta sexta-feira a Baker Hughes, companhia que presta serviços no setor.



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